Copa do Mundo, Vuvuzelas e Muita Falta de RESPEITO!

Publicado: 30/07/2010 em Uncategorized

Vamos lá… em primeiro lugar, não posso deixar de registrar aqui minha satisfação com o desfecho dessa Copa do Mundo. Calma, não fique irado. Estou feliz por que a seleção perdeu o jogo, sim. Preste bastante atenção: foi a seleção que perdeu, e não o Brasil. Aliás, o Brasil só tem a ganhar com o fim da Copa [para nós]. Voltemos, meus caros, à vida normal! Voltemos a prestar atenção no que o Congresso Nacional apronta! A ilusão de ter mais um título, mais uma estrela bordada na camisa é chata de se perder, eu entendo. Mas já se perguntou o que os políticos fazem toda vez que voltamos toda a nossa atenção para coisas como copa do mundo, olimpíadas, desfile de escolas de samba [eca, com todo o respeito]?

Bom, outro motivo que me deixa muito feliz por ter acabado a torcida pelo “Brasil”, é o fim daquela bagunça infernal. Na minha rua, por exemplo, ficam uns infelizes com carro de som, tocando tudo que [não] tem direito: funk, axé, e por aí vai…

O lance da música eu até respeito, porque cada um gosta de um estilo [eu me amarro em música pop japonesa, por exemplo]. Mas acho que a coisa esbarra na falta de respeito a partir do momento que eu sou obrigado a ouvir uma música que eu não gosto [eu não obrigo ninguém a ouvir música celta, que eu também me amarro].

E o pior, o que mais me revolta é que quando minha mãe foi, com toda a gentileza, pedir para abaixarem um pouco o som, porque eu estava ardendo de febre [40°C], passando muito mal, adivinha o que fizeram??? Velho… AGREDIRAM MINHA MÃE FISICAMENTE!!!

Olha… Você pode me xingar, bater em mim, fazer o diabo… Mas não mexa com minha mãe não, velho!!

Levantei da cama, entrei no meio da confusão, e enfrentei 15 caras de cara limpa.

Galo de briga??? Não, nem passo perto! Mas sabe aquele resto de força que você guarda para um momento de desespero? Foi isso o que eu usei.

Entrei no meio daquela galera bêbada/drogada, arranquei minha mãe de lá puxando-a pelo braço e esperei virem para cima de mim [bem no estilo Mortal Kombat… rs].

Tudo isso aconteceu bem na frente da minha casa. E eles vieram até o meu portão atrás de mim.

Bom, o que importa é que estamos bem agora. Minha mãe ficou com o braço um pouco machucado no processo, eu não sofri um arranhão.

Na verdade, o meu ato de chegar na confusão, tirar minha mãe do meio deles, e desafiá-los foi tão rápido, incisivo, direto e efetivo, que eles ficaram me olhando e eu encarando eles, mas nenhum de nós de fato “meteu a mão na fuça do outro” [que me daria muito prazer fazer].

No final, a matriarca da família, a cuja ‘festinha’ pertencia, veio até a porta da minha casa se desculpar. Ela, ao contrário dos filhos e dos convidados, é pessoa boníssima, de extrema educação e lisura. Professora né? Eu não esperaria nada diferente de uma colega de profissão.

Desculpas aceitas, consegui acalmar os ânimos da minha mãe, e a confusão enfim terminou. E com a confusão, terminou também meu “boost” de adrenalina. Desabei com muita febre, cansaço e dor no corpo todo.

Tudo isso por causa de uma amigdalite infernal, que só agora, dias depois, começa a melhorar.

Bom, só para reiterar: graças a Deus que nossa participação na Copa terminou. Imagina passar por esse inferno de novo???

Nada contra quem quer e gosta de torcer. Só acho que as pessoas perderam a noção de respeito.

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