Arquivo de agosto, 2010

Demorou muito… Dias infindáveis… Angústias incontáveis… Solidão… Vazio… Silêncio […]

Pois é. Depois de tanto tempo, enfim um tempo para uma pausa.

Um tempo para um café.

Um tempo para um olhar [no paraíso]… Para um suspiro profundo, um abraço que aconchega, um cafuné que relaxa, uma breve pausa na agitação da vida, que tem o condão de transformar umas horas de uma tarde de domingo numa vida inteira.

Sim, a busca terminou. E o motivo deste post não é para alardear o fato [o que é desnecessário], mas saciar a curiosidade de algumas pessoas.

É incrível como o valor de mercado de determinado produto aumenta consideravelmente depois que ele é retirado da prateleira! De fato, enquanto eu estava disponível, algumas pessoas pareciam brincar de “gato e rato”, fazendo aquele joguinho: “não sei se te quero… mas jura que vai me esperar decidir???”.

O fato, meus amigos, é que ninguém espera por ninguém [ninguém inteligente, claro]. A felicidade demora a bater na sua porta, e se você não for esperto o suficiente para aproveitar a oportunidade, pode se sentar na soleira da sua casa e aguardar muito tempo até que uma nova oportunidade surja.

Esse, na verdade, é o motivo da minha ausência. Desde que esse coração foi conquistado, algumas angústias desapareceram gradualmente, e vários infernos foram ignorados completamente.

Porém, de forma alguma deixarei de lado o blog! Afinal de contas, eu continuo sendo o mesmo ranzinza chato de sempre [bem ao estilo “‘Seu’ Saraiva”, “tolerância zero”, rs].

Antigamente eu me preocupava com o quanto um relacionamento poderia durar… Sinceramente? Tudo o que eu sei é que estou feliz com tudo o que está acontecendo, e o resto eu deixo nas mãos de Deus [Ele tem feito um excelente trabalho até agora].

Até o próximo post [em muito breve, eu prometo… rs]

Então… hoje foi um dia tenso.

Sabe quando está tudo certo, e de repente um pequeno acontecimento altera o perfeito equilíbrio entre o bem e o mal? Caralho! Eu estava tranquilão, mijando, enquanto uma tempestade gigantesca se formava bem acima da minha cabeça!

Mais uma vez, como jamais deixa de acontecer a cada maldito semestre, fui “evocado” (sim, como um espírito) nos andares superiores, onde os “poderes-que-valem” estão.

O ‘problema’, desta vez, foi uma puta de uma fofoca inventada por uma p… ‘pessoa’ que certamente não tem nada melhor para fazer na vida. E que vergonha, né??? Uma professora, pessoa ‘de bem’, que tem origem ‘humilde’ e que já conquistou várias coisas na vida, de repente começar a fazer fofoca e, pior ainda, colocar palavras na boca dos outros???? Desprezível!

Agora eu vou ter que ficar vigiando cada palavra que sai da minha boca, para não correr o risco de uma certa “colega de trabalho” ouvir, modificar o que eu disse e ir correndo bater no ouvido dos “poderes superiores”.

Como diria a Vani [de “Os Normais”], eu tenho um sonho… A Maria de Lourdes conseguiu, e um dia eu também vou conseguir: olhar nos olhos de um filho da puta fofoqueiro e mentiroso desses e dizer “Fulana, minha querida amiga, vai tomar no cú, sua fofoqueira dos infernos!” [o problema é ela gostar da idéia].

Mas, xingamentos e muita cara de bunda à parte ¬¬ [e também voltando ao meu eixo central], esse maldito tipo de gente não costuma ir muito longe não. Apesar de ter dito [e ser fato] que ela já conquistou muitas coisas boas na vida, a maldade dessa pessoa é algo que a consome por dentro, como um câncer na alma.

Por isso, sim, eu temo o mal presente nos olhos de pessoas que te abraçam, sorriem, dão presentes, dizem palavras de carinho, mas possuem o veneno do mais podre lamaçal do inferno na ponta da sua língua.

Começar, Recomeçar e Começar Novamente…

A internet tem dessas coisas… Diferente da vida real, ela nos permite apagar um ‘personagem’ mal recebido pelo público e começar novamente do zero.

“Vida Real”. E quem disse que o que acontece na internet não faz parte da vida real? Acho que sim… Afinal, eu estou aqui, não estou?

Esse é o fascínio que ela, a Rede, exerce sobre mim. Se pudesse, no meu dia-a-dia, me reinventaria, me recriaria do zero, como quem abandona uma conta de e-mail e cria uma nova, ou faz um perfil novo no orkut.

Mas aí, longe do mundo virtual, as coisas não são assim tão fáceis.

Mudar de emprego, mudar de casa, mudar o estilo das roupas, mudar as companhias, mudar!

O máximo que você conseguirá fazer é mudar, como no poema, o lado da cama no qual você dorme, ou o lado da rua pelo qual caminha, ou a ordem com que escova os dentes, ou arruma as gavetas.

Esse é o momento, a palavra de ordem… “mudar”.

Uma grande mudança vem por aí… e a cavalo.

Ela se aproxima como uma brisa numa calmaria, quente e inesperada, antecipando uma tormenta.

E isso não é necessariamente ruim… nem bom. É somente diferente.

E tem forma melhor para se sentir vivo do que esse frio na barriga que dá antes da mudança? Pode ser o momento antes do último passo que te levará ao fundo do abismo, ou aquele instante antes de confirmar o último número da sua aposta no resultado da mega sena.

A mim, neste momento, cabe somente esperar… Tomar atitudes diferentes daquelas que causaram tempestades no passado… E assistir o espetáculo que o destino preparou para mim desta vez.

Eu vou tentar com todo afinco não pensar na chuva. Mas se ela vier, que seja branda, para que eu possa me deitar no sofá e vê-la escorrer pelo vidro da janela, ouvindo o vendo agitar os galhos das árvores lá fora.

Tudo muito bonito, mas graças ao meu mau-humor cotidiano pude perceber algumas coisas curiosas.

Antes de qualquer coisa, é preciso ressaltar que eu fico um gato de terno. Nada contra quem não gosta [de terno e gravata], mas eu realmente fico bacana vestido assim [seria o lado advogado tomando conta???].

Também, é preciso ressaltar aqui que Barbara estava muito bonita. Antes de sairmos de casa, liguei para ela e perguntei: “Vem cá… você vai bonitinha, né?”. Bom, ela realmente cumpriu o que prometeu.

E foi dela o destaque da noite, a frase mais marcante: “Eu preferia estar transando agora!”. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Calma, calma! Tudo tem um contexto.

Ficamos esperando a pessoa que nos convidou para o baile por aproximadamente 1 hora. Não conhecíamos a maior parte das pessoas que estavam lá, e as pessoas que conhecíamos estavam [por razões óbvias] ocupadas com outras coisas, como dar atenção aos parentes deles que foram curtir o baile. Não foi o nosso caso.

Aliás, curtição foi tudo o que não rolou lá.

Ficamos, Barbara e eu, batendo papo o tempo todo, entediados, e mortos de vontade de ir embora.

Imaginou a cena? Então, foi nesse quadro que ela soltou aquela frase, e eu não tive alternativa exceto rir [muito] e concordar em alto e bom som! hehehehe

Depois de muito esperar nossa amiga, depois de ver muita gente estranha, depois de ver meninas que são lindas no dia-a-dia terem a aparência destruída por alguma bicha que acordou de TPM e resolveu ser cabeleireira, consegui convencer a Barbara a ir embora.

Sim, ‘convencer’, pois ela não queria sair antes da nossa amiga chegar. Enfim…

Acabo de chegar em casa, ainda nem tirei o terno [porque está frio pra caramba, e também porque vou aproveitar para tirar uma foto… afinal, são só duas vezes no ano que me visto assim! kkkkk – nota: mania de pobre de espírito… põe uma ‘roupinha mais ou menos’ e quer logo tirar foto! uhahauahuahuuahauhahu]

Agora é hora de dormir, né?

Olha só… Sabe quando chega uma hora que você fica de saco cheio de tanto levar pé na bunda??? Não estou me referindo a levar um fora de alguém que você esteja paquerando não… Mas levar um fora numa situação cotidiana.

Hoje, por exemplo, levei um puta fora de uma colega de trabalho, que me pediu uma informação, e eu ia anotando a informação completa para facilitar o trabalho dela, e a resposta foi algo como “nossa… não precisa disso tudo não!”, dito assim, apressado e em tom de menosprezo.

Bom, o fato é que isso me fez pensar em várias outras situações semelhantes… [como quando, no ônibus, você oferece para segurar a bolsa pesada de alguém que está de pé do seu lado, e você sentado, e a pessoa diz um “não” seco para você]. Tem coisa mais chata que isso?

Então, to meio de saco cheio dessas situações. E o que fazer? Parar de ser gentil? Ignorar as rudezas das pessoas idiotas que não sabem reconhecer uma gentileza? Ou mandar todo mundo pra casa do caralho? [alguns certamente adorariam, então, cuidado].

Eu meio que já optei por ignorar as rudezas… Mas é chato né? Porque pense comigo: qual o problema das pessoas em dizer “obrigado” quando alguém lhes faz um favor?? Ainda que não seja um favor solicitado, não é difícil dizer “não, obrigado”.

E depois ainda dizem que eu sou rude. Eu sou um produto do meio, meu caro. Não dá pra ser gentil o tempo todo. Não sou cachorro de mendigo, que pode passar fome e ser chutado como for, que continua sempre voltando para o dono.

É o seguinte… você pode não concordar, pode achar uma idiotice, pode achar que eu sou doido ou o que for, mas eu classifico as pessoas.

Isso acontece mais ou menos assim: quando eu conheço alguém, dou nota dez para a pessoa, ou seja, dez pontos. Sempre levo a pessoa, logo de cara, na maior estima, desde que ela tenha conseguido se aproximar de mim, o que. convenhamos, não é muito fácil (não gosto de ser dado demais).

Então, à medida que vou conhecendo a pessoa, vou descontando um ponto sempre que ela me decepciona em alguma coisa.

Quando a pontuação chega a um determinado nível, significa que já perdeu o status de amigo.

O lance é que estou diminuindo a pontuação, adotando uma política menos tolerante. Cansei de me decepcionar com os seres humanos… Então agora serão 5 pontos, em vez de 10.

Isso é algo que ainda vai demorar a acontecer: colocar mais fé nas pessoas… No momento, estou igual a cachorro atropelado… se chegar perto, eu mordo.

Herói ou Vilão??

Publicado: 01/08/2010 em Uncategorized

Sinceramente não sei. Se fosse para escolher agora, e ser o resto da vida, não saberia responder. Só posso dizer que nesse momento to mais para vilão do que para herói.

Não quero dar minha vida pra salvar a de qualquer um, nem pular num prédio em chamas para salvar ninguém.

Sabe aqueles dias que você acorda e sente a fúria da natureza ardendo dentro do seu coração?

Hoje, se eu fosse um animal feroz, teria devorado várias pessoas.

Mas essa fúria não é difícil de acalmar não… coisas como a que aconteceu agora, me derretem.

É muito bom poder ter por perto pessoas boas, seres humanos de verdade, sabe?

Como alguém por quem tenho muita estima acabou de me dizer, eu ‘só preciso ser domado, com carinho e amor’.

É mais ou menos por aí… rs (fiquei todo vermelho… kkk)