Arquivo de setembro, 2010

Realmente, ‘sempre’ é muita coisa!

Estive pensando sobre isso hoje, e me vieram alguns pensamentos interessantes [para quem?] à cabeça.

Quem nunca ouviu um “eu te amo e quero ficar contigo para sempre”? Acho que já falei sobre isso em outro post, mas nos atenhamos aqui somente ao ‘…sempre”.

Bem despretensiosamente estava voltando para casa ouvindo a música Quitter, da Carrie Underwood [muito bonitinha, diga-se só de passagem], quando notei que em determinado trecho ela menciona:

“When I believe that nothing lasts forever / You stay with me, keeping us together”

É uma música que fala de amor, mas bastante realista, não acha?

Vejamos: (…) “nada dura para sempre”. Já se perguntou o que é o “para sempre”? Qual a duração de um “para sempre”? Ou para você, “para sempre” é por toda a vida? Se você respondeu que ‘sim’, então meus parabéns, pois trata-se do primeiro ser humano imortal. Percebe o paradoxo?

Se “para sempre” é para toda a vida, significa que ‘para sempre’ é finito e, portanto,  não comporta o sentido de infinitude que a palavra “sempre” inevitavelmente denota.

Mas, e se, por outro lado, existir algo que dure para sempre? Pensemos em nível de matéria mesmo, nas coisas que existem sobre a face da Terra. Pense naquela substância mais resiliente. Mesmo essa substância, dependendo de onde estiver, dependendo da forma com que for manipulada, ou tratada, pode se tornar ruptível, dobrável, transformável.

Eterno é algo que resiste ao tempo, algo que independe dele, na verdade. Algo que existe anacrônicamente à escala temporal, e talvez, “fora do tempo”. Mas e o tempo? É eterno?

Tempo, mensurado como hora, minuto, segundo, é apenas uma escala. E o tempo, independente da escala de medição utilizada, é algo que só assume importância na mente humana, embora todos os vivos [até onde se sabe] sintam seus efeitos. É para a humanidade que ele importa. Ou por acaso você tem visto leões marinhos com relógios de pulso?

E a matéria negra pelo espaço em expansão? Seria esse fenômeno algo eterno? Não sei. Acho que já exagerei nos exemplos, falei demais para quem começou essa história ouvindo uma música bonitinha.

Tudo isso para quê? Para conversar comigo mesmo, para divagar um pouco, para me conhecer melhor, para colocar para fora uma densa tempestade de ideias que giravam no meu consciente, para pensar e fazer pensar.

Hoje eu assisti ao seriado Fringe [vale muuuito à pena ver]. Trata-se de um seriado sobre “ciência de borda”, sobre efeitos sobrenaturais, paranormais, enfim. A parte bacana, embora eu saiba que 99,9% do que é dito ali não se coadune com a realidade fática, é que as histórias me servem para abrir a mente, pensar coisas diferentes, cogitar novas hipóteses sobre velhas teorias. Acho que por isso comecei a divagar sobre a finitude do infino ‘para sempre e sempre’.

When I believe that nothing lasts forever / You stay with me, keeping us together
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Sobre o funcionamento do Blog

Então… Antes de qualquer coisa, quero salientar aqui que não devo explicação a ninguém sobre qualquer coisa.

Mas, como algumas pessoas me perguntaram sobre isso, senti vontade de esclarecer uma coisa aqui.

Repito, não escrevo o blog para ser lido por mais ninguém. Apesar de você poder notar que em alguns posts [como este] eu me dirija diretamente ao leitor, não tenho um público fiel, nem um público-alvo para o que escrevo aqui.

Eu escrevo para mim mesmo. E quando me dirijo a alguém enquanto escrevo, é para mim que o faço.

Este é um espaço no qual eu posso libertar meu Id e deixá-lo fluir sem as malditas intervenções que ele já sofre constantemente.

Sou eu, falando de mim, comigo. [mesmo quando me refiro a vários leitores, sou eu cada um deles].

Então, a qualquer que não tenha gostado, ou não tenha entendido ou tenha se sentido aviltado pelo que escrevo, fica aqui o convite a se retirar, o convite a navegar em outros sites e desaparecer deste blog.

Cordialmente,
Dane-se.

All this has happened before. All this will happen again.”

– So say we all

Eu não tenho a pretensão de saber de tudo [aliás, um dia quero saber muito mais do que sei hoje, mas ‘tudo’ é muita coisa], mas existem coisas que não dá pra deixar de saber, como determinados erros que as pessoas cometem no dia a dia, por pura falta de vergonha na cara.

Sim, digo “falta vergonha na cara” porque já vi desde semiescolarizados a doutores [inclusive em Direito] falando e escrevendo errado, como as pérolas abaixo:

a) Antes de “mais nada” [Veja bem, se o que você vai dizer vem antes de “mais nada”, significa que você vai dizer tudo o que tem para falar de uma só vez, e ponto final].
b) SubSídio [pronunciado com som de Z, em vez de S] – esse aqui, diga-se de passagem, é o campeão de ocorrências!!
c) Tálba [em vez de tábua].
d) CoNzinha.
e) GaLfo.
f) Fora [em vez de Fórum].
g) “Em vez de” [quando se queria dizer “ao invés de”] ¹
h) AeroZól [em vez de Aerossol] ²

¹ “Em vez de” expressa a ideia de substituição, enquanto “ao invés de” expressa a ideia de contrariedade.
² A origem da palavra, em tese, pois carece de mais pesquisas, não é brasileira. Em sua forma estrangeira, escreve-se com apenas 1 “s”. Seria, hipoteticamente, a junção de aero+sol, e por essa razão, dobra-se o “s”. Trata-se de um gás que permite que partículas fiquem suspensas no ar.

ATENÇÃO: este post é em memória [não póstuma, infelizmente] de uma ‘pessoa’ que tem o péssimo hábito de se achar sabedora de todas as coisas. Da medicina até os confins do universo, tudo é de seu conhecimento. É uma lástima ter que conviver com tamanho desastre da natureza.

Ajuste de Personalidade #367

Publicado: 11/09/2010 em Uncategorized

Não, eu não vi a chuva.

Não me interessa saber quem está contra quem, quem está ganhando ou quem fez ou deixou de fazer qualquer coisa… Para mim, chega!

Chega de gente fofoqueira! [duplo post? Não, são situações diferentes].

Veja bem… Sexta-feira, um frio dos infernos, chovendo de alagar a rua, e ninguém [exceto você] vai trabalhar. É uma questão de tempo até alguém vir e começar a contar que fulano isso, ou fulano aquilo.

Apesar de ser muito difícil esquivar-se de um fofoqueiro, tentar é a melhor saída, pois você alimenta o fofoqueiro quando dá ouvidos a ele! Torne-se inimigo de um fofoqueiro e sua vida de repente vira um inferno! Por isso eu mesmo [e você também] já alimentei um fofoqueiro algum dia.

Eu sei… Às vezes é irresistível saber de determinado detalhe de uma história e não poder contar a ninguém! Mas é preciso se controlar, pois hoje em dia as relações são muito impessoais. Na verdade, existe uma falsa pessoalidade nas relações que, até certo ponto, é salutar. Mas essas relações não passam disso: são como cascas de ovos vazios.

Por causa disso, é preciso manter sempre os pés no chão, e na mente, saber sempre com quem você está lidando. Amizade é coisa rara, difícil de ser encontrada hoje em dia: não é como cacto, que nasce sobre a pedra.

Todo dia vem uma notícia nova sobre eleições, um SPAM novo, um dedo em riste e um sorriso plastificado cobrindo um rosto cujo olhar, por si só, já denuncia o tipo de doente mental com o qual estamos lidando […].

Agora, a novidade vem em forma de textos como “O Voto do Cristão no Contexto das Eleições de 2010″… Ou então “Cartilha Eleições 2010: o Chão e o Horizonte”… Ahhhh vai pra casa do caralho! [aliás, acho que já estamos todos na casa do Sr. Caralho há muito tempo, por isso vemos coisas assim].

Não. Não. E não! Eu não concordo com qualquer tentativa de manipulação ideológica, principalmente quando se trata de eleições e, ainda mais, quando se trata de verdadeira dominação religiosa!

Ora, a história prova que todas as vezes que a “religião se meteu” na política a coisa não deu muito certo. É como cobrir-se com cobertor de criança: ou sua cabeça ou seus pés ficarão, inevitavelmente, de fora. A “Santa Sé” que o diga… O cheiro de carne inocente queimada nos porões do “Santo Ofício” ainda representa uma ferida profunda. Para ilustrar de outra forma [e acalmar os ânimos dos católicos de plantão], cite-se o caso da mulher cuja pena por trair o marido é o apedrejamento público, no Irã. Acha mesmo que esse tipo de sentença deriva das normas de um Estado Democrático de Direitos? É a religião, mais uma vez, envenenando o Estado!

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ou qualquer órgão de representação religiosa deste país, deveria se ocupar dos assuntos da própria religião. Deveria cuidar daquilo que eles fazem de melhor [em termos mundanos] que é o assistencialismo. Essa deveria ser a sua missão, ao lado, é claro, da ‘arrecadação’ de novos fiéis, construção de novos templos, e blábláblá.

Já passou da hora de alguém efetivar o que preceitua o art. 19, inciso I, da Constituição da República: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: estabelecer cultos religiosos (…) ou manter com eles (…) relações de dependência ou aliança”.

Que sejam, então, retirados, de uma só vez, todos os crucifixos de todas as repartições públicas, incluindo o STF e o Congresso Nacional!

Que sejam, também, rechaçadas todas as tentativas de dominação política do povo por qualquer que seja a igreja, por qualquer que seja a religião.

Quer a sua religião criar normas de direito público? Vá criar um Estado-nação só seu, e lá poderá fazer o que bem quiser!

É preciso dizer, a uma só voz, “No Brasil, NÃO!”.

Ouça a mesma música várias e várias vezes… Aos poucos ela começará a fazer parte de você. Aos poucos você decorará a letra, e também a melodia. E com o tempo, a letra já não fará a menor diferença. Você poderá ouvir a música toda enquanto faz outra atividade, e nem sequer notará que a música já acabou. Mas a graça não está em decorar a letra, ou mesmo a melodia. Esquive-se disso tentando “dissecar” a música [instead].
Separe cada som que compõe a melodia, cada instrumento… Tente ouví-los separadamente e você descobrirá uma nova melodia toda vez que ouvir aquela música.
Talvez seja essa a beleza da vida…

Hoje eu estava respondendo a um e-mail do setor de comunicação da empresa quando, num breve momento de meditação sobre o que eu escrevia, observei uma mensagem comum em alguns e-mails hoje em dia:

“Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade com o meio ambiente”.

Olha que curioso. Tem várias pessoas que escrevem essa baboseira no rodapé das suas mensagens pensando que vão causar qualquer impacto na preservação do meio ambiente.

Veja bem: essa singela frasezinha não passa de uma política institucional para redução de despesa. Não existe qualquer escopo protecionista aqui à exceção, é claro, do bolso do seu patrão.

Abrir a cabeça do funcionário, fazer uma lavagem cerebral e forçá-lo a acreditar que está protegendo o meio ambiente com essa atitude é uma forma interessante de gastar menos dinheiro com papel, garantir o batimento de determinada meta orçamentária ou simplesmente lucrar mais.

Ou você realmente acredita que a sua atitude vai impedir que qualquer grupo empresarial de transformação de celulose corte pelo menos uma árvore a menos???

A preservação do meio ambiente deve começar de cima para baixo, quero dizer, se alguém tem que dar o primeiro passo, não sou eu, dentro do meu escritório, mas o Governo.

Sim, o Estado deve criar políticas públicas que garantam, especificamente no caso do papel, a preservação das áreas verdes.

Não adianta nós olharmos somente para o nosso umbigo, numa visão completamente egocêntrica, achando que vamos resolver todos os problemas do mundo [vide “Criança Esperança (da Globo, claro)” e afins].

É preciso cobrar do Estado uma política séria nesta seara. Quer um exemplo? Esse certamente é o tipo de coisa que funcionaria muito bem na base da imposição. Se o Estado tomasse atitudes como limitar a área de corte de árvores e aumentar a fiscalização sobre elas e sobre as fábricas, limitar a quantidade de produção anual de papel branco e impusesse um percentual de reciclagem de papel, aliado a uma imposição de compra desse papel pelas empresas, bem como a limitação de compra de papel branco, já seria um excelente primeiro passo.

Com menor quantidade de papel branco sendo produzida anualmente, e uma popularização [ainda que forçada] do uso do papel reciclado, mudaríamos o padrão. Hoje, “chique” é imprimir em papel reciclado… Não deveria ser assim!!! O reciclado deveria ser o padrão.