…o que mata é a falsidade.

Publicado: 01/09/2010 em Uncategorized

Hoje eu estava respondendo a um e-mail do setor de comunicação da empresa quando, num breve momento de meditação sobre o que eu escrevia, observei uma mensagem comum em alguns e-mails hoje em dia:

“Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade com o meio ambiente”.

Olha que curioso. Tem várias pessoas que escrevem essa baboseira no rodapé das suas mensagens pensando que vão causar qualquer impacto na preservação do meio ambiente.

Veja bem: essa singela frasezinha não passa de uma política institucional para redução de despesa. Não existe qualquer escopo protecionista aqui à exceção, é claro, do bolso do seu patrão.

Abrir a cabeça do funcionário, fazer uma lavagem cerebral e forçá-lo a acreditar que está protegendo o meio ambiente com essa atitude é uma forma interessante de gastar menos dinheiro com papel, garantir o batimento de determinada meta orçamentária ou simplesmente lucrar mais.

Ou você realmente acredita que a sua atitude vai impedir que qualquer grupo empresarial de transformação de celulose corte pelo menos uma árvore a menos???

A preservação do meio ambiente deve começar de cima para baixo, quero dizer, se alguém tem que dar o primeiro passo, não sou eu, dentro do meu escritório, mas o Governo.

Sim, o Estado deve criar políticas públicas que garantam, especificamente no caso do papel, a preservação das áreas verdes.

Não adianta nós olharmos somente para o nosso umbigo, numa visão completamente egocêntrica, achando que vamos resolver todos os problemas do mundo [vide “Criança Esperança (da Globo, claro)” e afins].

É preciso cobrar do Estado uma política séria nesta seara. Quer um exemplo? Esse certamente é o tipo de coisa que funcionaria muito bem na base da imposição. Se o Estado tomasse atitudes como limitar a área de corte de árvores e aumentar a fiscalização sobre elas e sobre as fábricas, limitar a quantidade de produção anual de papel branco e impusesse um percentual de reciclagem de papel, aliado a uma imposição de compra desse papel pelas empresas, bem como a limitação de compra de papel branco, já seria um excelente primeiro passo.

Com menor quantidade de papel branco sendo produzida anualmente, e uma popularização [ainda que forçada] do uso do papel reciclado, mudaríamos o padrão. Hoje, “chique” é imprimir em papel reciclado… Não deveria ser assim!!! O reciclado deveria ser o padrão.

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