…sobre a finitude do infinito ‘para sempre e sempre’.

Publicado: 30/09/2010 em Uncategorized

Realmente, ‘sempre’ é muita coisa!

Estive pensando sobre isso hoje, e me vieram alguns pensamentos interessantes [para quem?] à cabeça.

Quem nunca ouviu um “eu te amo e quero ficar contigo para sempre”? Acho que já falei sobre isso em outro post, mas nos atenhamos aqui somente ao ‘…sempre”.

Bem despretensiosamente estava voltando para casa ouvindo a música Quitter, da Carrie Underwood [muito bonitinha, diga-se só de passagem], quando notei que em determinado trecho ela menciona:

“When I believe that nothing lasts forever / You stay with me, keeping us together”

É uma música que fala de amor, mas bastante realista, não acha?

Vejamos: (…) “nada dura para sempre”. Já se perguntou o que é o “para sempre”? Qual a duração de um “para sempre”? Ou para você, “para sempre” é por toda a vida? Se você respondeu que ‘sim’, então meus parabéns, pois trata-se do primeiro ser humano imortal. Percebe o paradoxo?

Se “para sempre” é para toda a vida, significa que ‘para sempre’ é finito e, portanto,  não comporta o sentido de infinitude que a palavra “sempre” inevitavelmente denota.

Mas, e se, por outro lado, existir algo que dure para sempre? Pensemos em nível de matéria mesmo, nas coisas que existem sobre a face da Terra. Pense naquela substância mais resiliente. Mesmo essa substância, dependendo de onde estiver, dependendo da forma com que for manipulada, ou tratada, pode se tornar ruptível, dobrável, transformável.

Eterno é algo que resiste ao tempo, algo que independe dele, na verdade. Algo que existe anacrônicamente à escala temporal, e talvez, “fora do tempo”. Mas e o tempo? É eterno?

Tempo, mensurado como hora, minuto, segundo, é apenas uma escala. E o tempo, independente da escala de medição utilizada, é algo que só assume importância na mente humana, embora todos os vivos [até onde se sabe] sintam seus efeitos. É para a humanidade que ele importa. Ou por acaso você tem visto leões marinhos com relógios de pulso?

E a matéria negra pelo espaço em expansão? Seria esse fenômeno algo eterno? Não sei. Acho que já exagerei nos exemplos, falei demais para quem começou essa história ouvindo uma música bonitinha.

Tudo isso para quê? Para conversar comigo mesmo, para divagar um pouco, para me conhecer melhor, para colocar para fora uma densa tempestade de ideias que giravam no meu consciente, para pensar e fazer pensar.

Hoje eu assisti ao seriado Fringe [vale muuuito à pena ver]. Trata-se de um seriado sobre “ciência de borda”, sobre efeitos sobrenaturais, paranormais, enfim. A parte bacana, embora eu saiba que 99,9% do que é dito ali não se coadune com a realidade fática, é que as histórias me servem para abrir a mente, pensar coisas diferentes, cogitar novas hipóteses sobre velhas teorias. Acho que por isso comecei a divagar sobre a finitude do infino ‘para sempre e sempre’.

When I believe that nothing lasts forever / You stay with me, keeping us together
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