Arquivo de novembro, 2010

Prova de amor

Publicado: 30/11/2010 em Uncategorized

Então… [aí vou eu começando por uma pseudoconclusão… rs]

Passei um mal dos diabos no último final de semana. Tive uma crise renal que me deixou acordado uma noite inteira [26/11]… Eu via os minutos passando mais devagar do que formigas diante dos meus olhos, segundo a segundo.

Mulheres nem fazem ideia do que é uma crise renal. Isso porque elas não têm saco. Isso mesmo: saco escrotal, escroto, ovo, bago… Chame do que quiser. Quando seu rim dói, você sente um desconforto muito grande na altura da lombar, sente uma leve dor na barriga, e também sente como se a cada segundo uma velha rameira desse um chute de bico no seu saco.

Respirar mais rápido piora. Respirar mais devagar também. Deitar comprime os rins, então dói. Ficar de pé faz com que a gravidade puxe seu saco pra baixo, então dói ainda mais. Sentar é como se você amarrasse o saco e sentasse em cima. Enfim, não há nada que você possa fazer para melhorar.

A dor era tanta que se eu tivesse uma faca, cortaria o saco fora [calma! eu disse o saco, e não o pinto…. afinal, não preciso mesmo me reproduzir porque o mundo não suportaria um filho do Charles… Agora, ter pinto é impressindível no mundo atual… kkkkk].

Dito isto, ficou bastante claro que essa porra dói pra cacete né? Então…

Esperei o dia clarear e fui para o hospital.

Depois de esperar 1h15 para ser atendido [e olha que tenho Unimed hein], tomar 4 injeções na veia, fazer uma ultrassonografia dos rins e ficar totalmente chapado de tanto remédio, melhorei um tanto.

Mas, no meio de toda essa dor, coisas muito, mas muito boas mesmo, aconteceram.

Pude, pela primeira vez depois de um longo tempo, contar 100% com o apoio, com a presença da minha mãe num momento desses. Acredite, faz muita diferença. E se não acredita, pergunte a quem já perdeu a mãe.

Além disso, pude contar com a presença de uma pessoa muito especial, que eu amo muito.

Imagina se existe prova de amor maior do que segurar a mão do seu namorado enquanto ele, passando mal, vomita com a cara enfiada numa privada???

Isso é amor de verdade!!! heheheh

[amorzinho, desculpe, mas não pude deixar passar a brincadeira, tá??? Beijão do tamanho do meu amor por você! E ah, esse post é uma homenagem a você!! hehehe]

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Esse post é de utilidade pública.

Levei muito tempo até abandonar definitivamente o Windows. Mas consegui, e não doeu nada.

O objetivo desse post é explicar [bem superficialmente] como foi a mudança e apresentar algumas razões do porquê não voltar para o Windows.

A maioria dos usuários comuns do Windows poderiam, com a maior tranquilidade, migrar para o Linux e nem sequer sofreriam qualquer trauma. Entenda-se por usuário comum aquele utiliza o computador para pesquisar na Internet, digitar textos, montar apresentações, assistir a filmes ou ouvir músicas. Usuários avançados, para os efeitos deste post, são aqueles que precisam de ferramentas específicas para desempenhar seu trabalho, como o CorelDraw, AutoCAD, ou mesmo o 3DMAX.

Apesar de o Linux dispor de muitos [vários mesmo] clones de programas que só rodam no Windows, alguns usuários [como eu] não se sentem totalmente à vontade utilizando um ‘clone’ em vez do programa original, pois até alguns atalhos de teclado ou recursos podem ser apresentados de forma semelhante, mas não idêntica.

Usando o Wine para instalar o Internet Explorer no Linux

Contudo, até para este ‘problema’ o Linux apresenta soluções. Existem formas de executar programas feitos para Windows direto do Linux. Uma dessas formas é um programa chamado Wine, que faz toda a  mágica de permitir o uso do Microsoft Office dentro do Linux. Mas a tarefa não é fácil, pois exige algum conhecimento do Wine e de suas configurações. Além disso, o Wine costuma não funcionar muito bem com versões mais recentes dos programas exclusivos do Windows, como por exemplo o Microsoft Office 2010. Mas, como tudo em Linux, isso é apenas uma questão de dar tempo até a comunidade de desenvolvedores ajustar o Wine para executar o Office 2010.

Windows executado de dentro do Linux com Vbox

Outra forma, e essa sim, muito mais que simples, de executar programas exclusivos do Windows diretamente no Linux é usar uma máquina virtual. Isso significa que você utilizará um programa que abre uma janela dentro do Linux, e dentro dessa janela será executado não somente o seu programa, mas o próprio Windows! Calma, não se desespere ainda. Isso é um processo de emulação, o que significa que, para todos os efeitos, dentro daquela janela que você abriu é como se houvesse outro computador, mas com o Windows instalado e tudo. É a forma mais fácil de usar os seus programas do Windows sem ter que sair do Linux.

O que expliquei até agora é a parte mais difícil da transição: como continuar a usar os programas que são feitos somente para o Windows, sem deixar de usar o Linux.

Mas e os outros programas? Como eu disse, todos os programas que utilizei possuem “clones”, que são versões feitas para o Linux. E nesse rol eu incluo o MSN, Firefox, Adobe Reader (PDF), Skype, Emule, Bittorrent, Nero, e sem contar os meus emuladores de Mega Drive, Sega 32X, e Sega CD.

Não há dificuldade alguma na mudança, pois várias distribuições do Linux hoje são praticamente idênticas ao Windows, exceto por um detalhe: SEGURANÇA.

Não existem hoje vírus para o Linux [embora existam inúteis antivírus]. Posso ser precipitado ao afirmar isso, pois talvez haja algum que eu desconheça, mas o fato é que você pode fazer uma rápida busca no Google e descobrirá que vírus para o Linux não são comuns, ao contrário do Windows. Na verdade, creio que os hackers em geral não perdem seu tempo fazendo vírus para um sistema onde cada arquivo tem um dono, e somente o dono pode fazer alterações nele. Isso significa que ainda que você pegue um vírus, ele será inútil no seu computador, pois como não é dono de nenhum arquivo do sistema, não poderá alterar nada nele.

E por falar nisso, o Linux é tão seguro que nem mesmo você é capaz de alterar os arquivos de sistema acidentalmente, pois todos são propriedade do superusuário, um usuário virtual, cuja senha você mesmo define. Isso é algo que a Microsoft copiou do Linux e deixou pior, principalmente no Vista e no Seven, que a cada movimento do mouse o sistema te pergunta se você tem certeza de que quer autorizar a ação. Um saco!

Tela Azul da Morte, erro comum no Windows

Tela Azul da Morte, erro comum no Windows

No Linux o sistema te pede a senha do superusuário toda vez que você tentar mexer em algo que potencialmente danificará o sistema. Resultado: você sabe quando está fazendo alguma merda, e não é pego de surpresa, como  no Windows, onde o sistema pára de funcionar e você nem sabe o motivo.

Outra vantagem é que o sistema não precisa ser desfragmentado, pois o Linux trabalha com um sistema de gravação no HD de forma diferente [melhor que] do Windows. Também é desnecessário ficar executando ferramentas como Scandisk para reparar erros de leitura e gravação no HD, pois o sistema de gravação também é mais seguro, e raramente ocorre perda de dados gravados.

No mais, testei aqui em casa a instalação do Linux durante uns meses e, na época, acabei me revoltando e voltando para o Windows porque eu utilizava um monitor que não dava suporte [no Linux] para uma definição de área de trabalho muito pequena [só mostrava ícones grandes]. Isso ocorreu em agosto de 2010. Estamos em novembro do mesmo ano e o problema já foi corrigido há alguns meses, por isso tentei novamente o Linux e fiquei apaixonado, não só pela correção do problema, mas porque descobri que posso  fazer ainda mais com esse poderoso [e repito: seguro] sistema operacional.

Essa rapidez toda para solucionar os problemas do sistema ocorre porque o Linux é revisado e atualizado muito mais frequentemente do que o Windows. No Windows, é preciso esperar que a Microsoft seja avisada de que há um erro no sistema, depois você espera a equipe técnica deles pesquisar o erro, pesquisar o motivo do erro, a sua solução, depois, espera eles desenvolverem um “patch”, uma atualização, e só quando eles publicam isso é que você é avisado pelo Windows Update, certo? Como o Linux é um sistema de código aberto, todos os usuários do Linux no mundo podem detectar, pesquisar e corrigir o sistema. Feito isso, eles lançam na Internet a informação de como corrigiram. Daí, em pouquíssimo tempo você é avisado pelo sistema de que tem algumas atualizações para fazer. Funciona como um “Linux Update”, mas muito mais rápido. Se não quiser esperar a publicação oficial da correção, você mesmo pode encontrar a forma de corrigir o erro e baixar o arquivo adequado com uma rápida e simples pesquisa no Google [a comunidade de usuários do Linux é muito simpática, e é muito comum todos se mobilizarem para ajudar quem precisa. O lema é fazer de tudo para que você não volte para o Windows].

Quem não tem pecados que atire a primeira pedra...

Outra vantagem. Se você alguma vez já formatou um computador e instalou o Windows, se lembra de que o sistema vem “pelado”. Quero dizer, quando você instala o Windows, ele vem só com os programas que a Microsoft desenvolveu e julgou que você precisaria. Quer acessar a Internet? Tem que instalar os drivers para reconhecer a placa de rede. Quer acessar o site do seu banco? Tem que instalar a máquina virtual JAVA, o Flashplayer, e se não quiser usar o Internet Explorer, tem que instalar o Firefox. Quer ouvir música? Tem que instalar o codec MP3 e se não quiser usar o Windows Media Player, tem que procurar e baixar outro programa da Internet. E se quiser gravar DVD’s ou CD’s então?? Lá vai você baixar uma cópia crackeada [pirata] do Nero…

Teste antes de instalar

Nada disso é necessário no Linux. Depois de escolher uma versão do Linux [a que você achar mais bonitinha], você grava o CD ou o DVD ou simplesmente usa o pendrive como se fosse um CD, reinicia o computador e pronto. O sistema carrega o Linux e te pergunta algo fantástico: se você deseja instalar o Linux ou testar o sistema sem instalar. Isso é maravilhoso, porque se a Microsoft me desse a opção de testar o Windows Vista antes de instalar, eu teria ficado no Windows XP mesmo [e economizado mais de R$ 500,00].

Você testa o Linux por completo, executando direto do drive de CD/DVD ou do pendrive, sem mudar nada no seu HD. Se não gostar, reinicia o computador de novo e volta para o Windows [o que eu duvido que fará].

Depois de instalado, o Linux vem completo. Todos os programas básicos vem instalados: editores de texto, de tabela, de apresentação, tocador de vídeos, de músicas, clone do MSN, gravadores de CD e DVD, leitores de PDF, máquina JAVA e flashplayer, e navegador Firefox. Tudo pronto.

Comprar programas para quê, se você tem todos de graça no Linux??

E se você precisar de algum programa extra? Sabe aquela janela “Adicionar/Remover Programas”, do Windows? No Linux tem uma idêntica, chamada Synaptic, que te permite não só desinstalar programas, mas pesquisar outros programas na Internet e instalá-los. Funciona assim, você quer instalar o navegador Google Chrome? Digita no Synaptic o nome do programa e ele avisa se está disponível. Se estiver, você clica no nome do programa e manda instalar. Simples assim. Tudo de graça, sem infringir nenhuma lei internacional, sem esforço. Nas versões mais novas, o Synaptic também é chamado “Central de Programas”.

Como falei, o Windows vem “pelado”, variando apenas alguns programas [da própria Microsoft] conforme a versão do Windows que você escolher: Ultimate, Business, Home, etc. etc. Por outro lado, o Linux, por ser um sistema operacional livre de “copyrights” [direitos autorais], qualquer pessoa/empresa pode fazer a sua própria versão [até você mesmo]. Cada versão tem suas facilidades, seus programas [que já vêm instalados], suas aplicações.

Pessoalmente, testei algumas versões como:

Linux Mandriva, primeira tentativa

Linux Fedora, segunda tentativa

Linux Ubuntu, terceira tentativa

Linux Mint, quarta tentativa

Atualmente, utilizo o Linux Mint, que é desenvolvido para fazer com que você, usuário que está saindo do Windows e vindo para o Linux, sinta o menor impacto possível, pois ele vem com vários programas instalados [inclusive programas que no Windows dá um trabalhão para instalar, aqui é tudo pré-configurado].

Imagem da minha área de trabalho atual...

Amo meu computador!!!

Todos os sistemas Linux que eu experimentei podem ser facilmente configurados para se parecerem ainda mais com o Windows. Porém, por uma questão de gosto mesmo, prefiro tentar algo que não me prenda demais ao Windows, pois quero algo novo! No entanto, abaixo estão algumas ideias… Você pode até transformar o seu Linux em algo parecido com o OSX, da Apple.

Linux Mint, configurado com interface KDE

Parecido com o Windows

Parecido com o Mac OSX

Conclusão:

Quem diz que Linux é coisa difícil está redondamente enganado. Os usuários comuns do Windows podem migrar para o Linux sem medo, pois encontrarão versões de todos os programas que já utilizam no Windows e ganharão um sistema seguro, livre de vírus, trojans, etc. etc.

Uma forte tendência hoje em dia é a de todas as versões do Linux serem focadas na acessibilidade. Os desenvolvedores estão cada vez mais atentos aos usuários que desejam deixar o Windows, e que tem medo de encontrar um sistema complicado, já que no Windows tudo é feito em janelas [modo gráfico] e não em modo de linha de comando [estilo DOS]. No passado distante utilizava-se bastante o terminal [linha de comando] do Linux, mas para resolver possíveis problemas que surgissem, tal como se faz no Windows. A partir disso, divulgou-se a ideia de que tudo no Linux dependia de conhecimento profundo de informática, o que é uma grande mentira. Eu, por exemplo, sou formado em Direito, nunca fiz curso superior na área de informática e, no entanto, me saí muito bem com o Linux.

A verdade é que visualmente muitas distribuições do Linux são quase 100% semelhantes ao Windows. Esse crédito a Microsoft merece: fez um sistema operacional fácil de mexer, que pode ser operado por qualquer usuário leigo alfabetizado. Por outro lado, o fato de o Windows ser o sistema mais utilizado no mundo tornou-o alvo preferencial de pirataria e ataques hackers também. É um sistema frágil, fácil de ser quebrado, fácil de se tomar controle sobre ele. Não fosse isso, você não precisaria de antispyware, antivírus, firewall e o escambau à quatro para SE SENTIR mais seguro.

Pergunte a você mesmo: “por que eu ainda uso o Windows?”, e então enumere suas razões. Talvez a maior delas seja “porque é um sistema que eu já conheço, que já sei usar”. Agora, associe essa conclusão ao fato de que o Windows é um sistema cheio de falhas de segurança.

Então pense: se você pudesse migrar para um sistema tão fácil de mexer quanto o Windows, que te deixasse à vontade para continuar fazendo tudo o que você faz no computador [prefiro nem saber o que é, rs] e, ao mesmo tempo, esse sistema oferecesse  segurança e confiabilidades muito maiores que o Windows… Você ainda teria medo de mudar???

Então, MUDE!

Funciona mesmo

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKk

Não pude, de forma alguma, deixar [passar] de compartilhar esse vídeo hilário que achei totalmente por acaso num fórum sobre jogos do Sonic.

Para entendê-lo é necessário ser um bom ouvinte do idioma inglês [e compreendedor], pois o áudio não tem tradução.

Trata-se de uma mulher maluca, falando sobre uma teoria da conspiração/caos, que ela acredita ser responsável por [acredite] tornar mais frequente a aparição de ÁRCOS-ÍRIS.

Segundo a mulher [doida], há 20 anos não se via arcos-íris se formarem tão próximos do chão, com aqueles espirradores de água em jardins. Ela afirma que hoje isso é possível por causa da imensa quantidade de aerossóis [sim, com dois S, em português] lançados diariamente na atmosfera.

E ela continua, meio indignada, meio espantada, se perguntando… o que diabos há na nossa água, o que diabos há no nosso oxigênio, no nosso chão, que possa provocar o espectro visível de um arco-íris… e afirma “isso não é normal”, enquanto VÊ um arco-íris se formar! kkkkkkkkkkkk

Essa frase é a melhor de todas: “…but now it’s happening now… What the hell is going on????” [literalmente: “…mas agora está acontecendo agora… O que diabos está acontecendo???”

Vejam o vídeo e deliciem-se:

Já tem algum tempo que estou pensando sobre este post em particular, analisando alguns pensamentos, ponderando muito antes de escrever [as baboseiras] aqui.

Existe, hoje, na sociedade, um dilema que envolve uma série de situações influenciadas por comportamentos de dois grupos sociais que, não fosse a [aparente] civilidade das pessoas, já teriam iniciado a terceira guerra mundial.

É o caso do desapego das pessoas que tem filhos ‘versus’ o desejo de liberdade daquelas que não os tem.

Imagine a seguinte situação: você, solteiro(a), sai de casa num sábado à noite para curtir um filme no cinema. Você escolhe a roupa, a condução, se distrai um pouco olhando o movimento no shopping, compra o seu ingresso, espera [um bocado] na fila, o que aumenta bastante a sua ansiedade para assistir o filme.

Tudo preparado, pipoca e refrigerante em mãos, você escolhe o lugar onde quer sentar-se: bem no meio do cinema, nem muito em baixo, nem muito em cima, um lugar estrategicamente posicionado para te imunizar contra possíveis cabeçudos, black-powers ou mesmo sombreiros que impeçam sua visão da telona.

De repente, e não mais que de repente, eis que entra aquela mãe permissiva, carregando pelo braço quatro [ou mais] crianças. Cada um deles com um copo de 750ml de pura arma química, ops, quero dizer, refrigerante, pipoca, sanduíche e os cambal a quatro.

A entrada da trupe na sala é triunfal. Chamam a atenção pelo número de pessoas, pela quantidade de coisas que carregam, pela gritaria das crianças e, óbvio, pela forma como elas dominam a mãe.

Você, do alto de sua cadeira confortável, começa a sentir a espinha gelar. É como se o próprio Tiamat [Caverna do Dragão] resolvesse atacar você e só você, Uni. “Meu Deus, que não sentem aqui perto!”, você começa a rezar.

De nada adiantou. Assim como há 100% de chances de o seu pão cair com o lado da manteiga virado para baixo, ou de um gato arremessado cair de pé, há também a mesma probabilidade de uma mãe permissiva com um monte de crianças encapetadas escolherem sentar-se perto de um solteiro sem filhos que só desejava se divertir tranquilamente no cinema.

E lá vamos nós.

Eles agem em bando e de forma organizada, meu amigo. Para enganá-lo, eles se sentam atrás de você. E por quê? Para te dar a falsa impressão de que você se livrou deles, e só então te atacam pelas costas.

Certo de que você terá paz, você decide não trocar de lugar. Afinal, o que eles poderiam fazer lá de trás? Ora, aprenda uma coisa de uma vez por todas, deixar seu inimigo agir livremente atrás de você é o mesmo que ficar pelado, de quatro, sem se preocupar com um proctologista segurando um taco de beisebol [forma aportuguesada da palavra].

E é basicamente o que eles pretender fazer, ‘fuder’ com a sua diversão.

Lá pelo meio da sessão, os aparentemente controlados filhos do Mal, resolvem balançar as pernas para frente e para trás, chutando a sua cadeira. Não satisfeitos, aproveitam que ao lado de você há uma cadeira vazia, e resolvem esticar as pernas no encosto dela. Aliás, os espíritos do mal são tão inquietos que não somente passam o filme todo conversando, como também ficam perguntando o que acontece depois. Enfim, um inferno.

Imaginou isso tudo?

É fato. É verídica, a história.

E isso não é algo que acontece somente no cinema. Experimente ir a um restaurante, principalmente mais perto do final de semana. Na certa vai acabar zonzo de tanto que elas correm em volta da sua mesa.

Mas ataquemos o problema em si. Seriam as crianças obra e fruto do nono círculo do Inferno? Claro que não!

O problema são os pais. O problema está nas pessoas que, num belo dia, resolvem transar com o parceiro, engravidam, e a partir daí todo o restante do mundo começa a pagar a conta daquele ato de prazer impensado.

É idêntica a situação da grávida no ônibus [não me odeie por pensar assim]. Sejamos práticos: uma mulher resolve dar. Essa mulher engravida. Essa mulher entra no ônibus, não paga passagem, encontra você sentado, que acordou mais cedo, enfrentou uma fila, pagou a passagem, e de repente você é obrigado pela sociedade a ceder o seu assento para ela??!

Até porque, se você não se levanta para a ninfomaníaca sentar-se, todo mundo fica te olhando como se você fosse o último dos seres humanos.

Eu penso que várias coisas na vida são como um pacote. Assim como quando você se matricula num curso que dura 5 anos, não pode reclamar que o curso dura muito [porque comprou o ‘pacote’ sabendo que duraria muito], também não pode reclamar que tem que ficar em pé, grávida, quando compra o pacote ‘transe loucamente com um macho e fique prenhe dele’. É uma questão de lógica.

Segue o mesmo raciocínio a situação vexatória a que somos submetidos quando até mesmo um homem entra no ônibus com uma criança no colo [comentários adicionais são desnecessários].

Se eu sou contra ter filhos? Claro que não!!! Quero muito ser pai, e quando for, darei ao meu filho educação na medida exata para entender que todas as pessoas merecem ter o seu direito respeitado, e que os atos delas não podem ferir a dignidade, a tranquilidade, a paz dos outros.

A resolução do problema é simples, como já apontada. As pessoas precisam ter mais educação. Precisam aceitar as escolhas que fazem. Se você quer ter filhos, prepara-se para educá-lo de forma a respeitar as pessoas, prepare-se para ficar de pé no ônibus esteja seu filho na barriga ou no colo.

E se a educação não for o caminho que você escolher, prepare-se para levar um galho de araçaúna para o cinema e dar uma surra caso eles chutem a cadeira da pessoa à frente, ou leve uma coleira para o restaurante, para que seus filhos não fiquem correndo de um lado para o outro e importune as outras pessoas.

Mudança de Atitude…

Publicado: 15/11/2010 em Uncategorized

Então…

Uma nova fase começou nessa minha curta passagem pela terra.

Assim como Dante, saí do local onde estava, na minha falsa segurança, na minha mundana sensação de controle, de plena certeza sobre os rumos da vida, e de repente entrei por um portal que me conduziu a cada um dos círculos do Inferno, que são nove, no total.

Nove, inclusive, foram os meses que levei para sair daquele Inferno. A cada mês, uma angústia. A cada mês, uma lágrima. A cada mês, um aprendizado. A cada mês, uma guinada na vida. A cada mês, um esforço hercúleo para atravessar a tempestade, para chegar vivo do outro lado do vale da sombra da morte.

Mas sobrevivi. Me reergui. E, aliás, do meio da poeira que a queda levantou, se ergueu um novo homem. Novas ideias, novos objetivos, nova forma de encarar a vida, nova forma de perceber sentimentos, nova forma de enxergar o amor.

Uma breve [e angustiante] leitura deste blog confirma a evolução do que descrevo aqui.

Mas, agora, o momento é outro [muito melhor, claro].

Estou oficialmente retomando algumas atividades. Em muito breve presto o primeiro de vários concursos públicos que ainda tentarei [e foda-se se não passar, tentarei várias vezes].

Outra coisa importante: voltei a escrever meu segundo livro. O primeiro capítulo recebeu uma nova roupagem, novos detalhes, mudança de ambiente, personagens mais vivos.

Algo bacana, que também começo a partir de agora, é compartilhar algumas lembranças de coisas que me trouxeram felicidade mesmo que num lapso de momento, num fragmento da vida, que apesar de não voltar, pode ser vivenciado a cada momento que me lembro novamente.

So, this is it [qualquer semelhança é mera coincidência].