Pais x Não-pais: a batalha do século

Publicado: 21/11/2010 em Uncategorized

Já tem algum tempo que estou pensando sobre este post em particular, analisando alguns pensamentos, ponderando muito antes de escrever [as baboseiras] aqui.

Existe, hoje, na sociedade, um dilema que envolve uma série de situações influenciadas por comportamentos de dois grupos sociais que, não fosse a [aparente] civilidade das pessoas, já teriam iniciado a terceira guerra mundial.

É o caso do desapego das pessoas que tem filhos ‘versus’ o desejo de liberdade daquelas que não os tem.

Imagine a seguinte situação: você, solteiro(a), sai de casa num sábado à noite para curtir um filme no cinema. Você escolhe a roupa, a condução, se distrai um pouco olhando o movimento no shopping, compra o seu ingresso, espera [um bocado] na fila, o que aumenta bastante a sua ansiedade para assistir o filme.

Tudo preparado, pipoca e refrigerante em mãos, você escolhe o lugar onde quer sentar-se: bem no meio do cinema, nem muito em baixo, nem muito em cima, um lugar estrategicamente posicionado para te imunizar contra possíveis cabeçudos, black-powers ou mesmo sombreiros que impeçam sua visão da telona.

De repente, e não mais que de repente, eis que entra aquela mãe permissiva, carregando pelo braço quatro [ou mais] crianças. Cada um deles com um copo de 750ml de pura arma química, ops, quero dizer, refrigerante, pipoca, sanduíche e os cambal a quatro.

A entrada da trupe na sala é triunfal. Chamam a atenção pelo número de pessoas, pela quantidade de coisas que carregam, pela gritaria das crianças e, óbvio, pela forma como elas dominam a mãe.

Você, do alto de sua cadeira confortável, começa a sentir a espinha gelar. É como se o próprio Tiamat [Caverna do Dragão] resolvesse atacar você e só você, Uni. “Meu Deus, que não sentem aqui perto!”, você começa a rezar.

De nada adiantou. Assim como há 100% de chances de o seu pão cair com o lado da manteiga virado para baixo, ou de um gato arremessado cair de pé, há também a mesma probabilidade de uma mãe permissiva com um monte de crianças encapetadas escolherem sentar-se perto de um solteiro sem filhos que só desejava se divertir tranquilamente no cinema.

E lá vamos nós.

Eles agem em bando e de forma organizada, meu amigo. Para enganá-lo, eles se sentam atrás de você. E por quê? Para te dar a falsa impressão de que você se livrou deles, e só então te atacam pelas costas.

Certo de que você terá paz, você decide não trocar de lugar. Afinal, o que eles poderiam fazer lá de trás? Ora, aprenda uma coisa de uma vez por todas, deixar seu inimigo agir livremente atrás de você é o mesmo que ficar pelado, de quatro, sem se preocupar com um proctologista segurando um taco de beisebol [forma aportuguesada da palavra].

E é basicamente o que eles pretender fazer, ‘fuder’ com a sua diversão.

Lá pelo meio da sessão, os aparentemente controlados filhos do Mal, resolvem balançar as pernas para frente e para trás, chutando a sua cadeira. Não satisfeitos, aproveitam que ao lado de você há uma cadeira vazia, e resolvem esticar as pernas no encosto dela. Aliás, os espíritos do mal são tão inquietos que não somente passam o filme todo conversando, como também ficam perguntando o que acontece depois. Enfim, um inferno.

Imaginou isso tudo?

É fato. É verídica, a história.

E isso não é algo que acontece somente no cinema. Experimente ir a um restaurante, principalmente mais perto do final de semana. Na certa vai acabar zonzo de tanto que elas correm em volta da sua mesa.

Mas ataquemos o problema em si. Seriam as crianças obra e fruto do nono círculo do Inferno? Claro que não!

O problema são os pais. O problema está nas pessoas que, num belo dia, resolvem transar com o parceiro, engravidam, e a partir daí todo o restante do mundo começa a pagar a conta daquele ato de prazer impensado.

É idêntica a situação da grávida no ônibus [não me odeie por pensar assim]. Sejamos práticos: uma mulher resolve dar. Essa mulher engravida. Essa mulher entra no ônibus, não paga passagem, encontra você sentado, que acordou mais cedo, enfrentou uma fila, pagou a passagem, e de repente você é obrigado pela sociedade a ceder o seu assento para ela??!

Até porque, se você não se levanta para a ninfomaníaca sentar-se, todo mundo fica te olhando como se você fosse o último dos seres humanos.

Eu penso que várias coisas na vida são como um pacote. Assim como quando você se matricula num curso que dura 5 anos, não pode reclamar que o curso dura muito [porque comprou o ‘pacote’ sabendo que duraria muito], também não pode reclamar que tem que ficar em pé, grávida, quando compra o pacote ‘transe loucamente com um macho e fique prenhe dele’. É uma questão de lógica.

Segue o mesmo raciocínio a situação vexatória a que somos submetidos quando até mesmo um homem entra no ônibus com uma criança no colo [comentários adicionais são desnecessários].

Se eu sou contra ter filhos? Claro que não!!! Quero muito ser pai, e quando for, darei ao meu filho educação na medida exata para entender que todas as pessoas merecem ter o seu direito respeitado, e que os atos delas não podem ferir a dignidade, a tranquilidade, a paz dos outros.

A resolução do problema é simples, como já apontada. As pessoas precisam ter mais educação. Precisam aceitar as escolhas que fazem. Se você quer ter filhos, prepara-se para educá-lo de forma a respeitar as pessoas, prepare-se para ficar de pé no ônibus esteja seu filho na barriga ou no colo.

E se a educação não for o caminho que você escolher, prepare-se para levar um galho de araçaúna para o cinema e dar uma surra caso eles chutem a cadeira da pessoa à frente, ou leve uma coleira para o restaurante, para que seus filhos não fiquem correndo de um lado para o outro e importune as outras pessoas.

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