Substituindo o Windows pelo Linux: mais FÁCIL do que você imagina

Publicado: 21/11/2010 em Uncategorized

Esse post é de utilidade pública.

Levei muito tempo até abandonar definitivamente o Windows. Mas consegui, e não doeu nada.

O objetivo desse post é explicar [bem superficialmente] como foi a mudança e apresentar algumas razões do porquê não voltar para o Windows.

A maioria dos usuários comuns do Windows poderiam, com a maior tranquilidade, migrar para o Linux e nem sequer sofreriam qualquer trauma. Entenda-se por usuário comum aquele utiliza o computador para pesquisar na Internet, digitar textos, montar apresentações, assistir a filmes ou ouvir músicas. Usuários avançados, para os efeitos deste post, são aqueles que precisam de ferramentas específicas para desempenhar seu trabalho, como o CorelDraw, AutoCAD, ou mesmo o 3DMAX.

Apesar de o Linux dispor de muitos [vários mesmo] clones de programas que só rodam no Windows, alguns usuários [como eu] não se sentem totalmente à vontade utilizando um ‘clone’ em vez do programa original, pois até alguns atalhos de teclado ou recursos podem ser apresentados de forma semelhante, mas não idêntica.

Usando o Wine para instalar o Internet Explorer no Linux

Contudo, até para este ‘problema’ o Linux apresenta soluções. Existem formas de executar programas feitos para Windows direto do Linux. Uma dessas formas é um programa chamado Wine, que faz toda a  mágica de permitir o uso do Microsoft Office dentro do Linux. Mas a tarefa não é fácil, pois exige algum conhecimento do Wine e de suas configurações. Além disso, o Wine costuma não funcionar muito bem com versões mais recentes dos programas exclusivos do Windows, como por exemplo o Microsoft Office 2010. Mas, como tudo em Linux, isso é apenas uma questão de dar tempo até a comunidade de desenvolvedores ajustar o Wine para executar o Office 2010.

Windows executado de dentro do Linux com Vbox

Outra forma, e essa sim, muito mais que simples, de executar programas exclusivos do Windows diretamente no Linux é usar uma máquina virtual. Isso significa que você utilizará um programa que abre uma janela dentro do Linux, e dentro dessa janela será executado não somente o seu programa, mas o próprio Windows! Calma, não se desespere ainda. Isso é um processo de emulação, o que significa que, para todos os efeitos, dentro daquela janela que você abriu é como se houvesse outro computador, mas com o Windows instalado e tudo. É a forma mais fácil de usar os seus programas do Windows sem ter que sair do Linux.

O que expliquei até agora é a parte mais difícil da transição: como continuar a usar os programas que são feitos somente para o Windows, sem deixar de usar o Linux.

Mas e os outros programas? Como eu disse, todos os programas que utilizei possuem “clones”, que são versões feitas para o Linux. E nesse rol eu incluo o MSN, Firefox, Adobe Reader (PDF), Skype, Emule, Bittorrent, Nero, e sem contar os meus emuladores de Mega Drive, Sega 32X, e Sega CD.

Não há dificuldade alguma na mudança, pois várias distribuições do Linux hoje são praticamente idênticas ao Windows, exceto por um detalhe: SEGURANÇA.

Não existem hoje vírus para o Linux [embora existam inúteis antivírus]. Posso ser precipitado ao afirmar isso, pois talvez haja algum que eu desconheça, mas o fato é que você pode fazer uma rápida busca no Google e descobrirá que vírus para o Linux não são comuns, ao contrário do Windows. Na verdade, creio que os hackers em geral não perdem seu tempo fazendo vírus para um sistema onde cada arquivo tem um dono, e somente o dono pode fazer alterações nele. Isso significa que ainda que você pegue um vírus, ele será inútil no seu computador, pois como não é dono de nenhum arquivo do sistema, não poderá alterar nada nele.

E por falar nisso, o Linux é tão seguro que nem mesmo você é capaz de alterar os arquivos de sistema acidentalmente, pois todos são propriedade do superusuário, um usuário virtual, cuja senha você mesmo define. Isso é algo que a Microsoft copiou do Linux e deixou pior, principalmente no Vista e no Seven, que a cada movimento do mouse o sistema te pergunta se você tem certeza de que quer autorizar a ação. Um saco!

Tela Azul da Morte, erro comum no Windows

Tela Azul da Morte, erro comum no Windows

No Linux o sistema te pede a senha do superusuário toda vez que você tentar mexer em algo que potencialmente danificará o sistema. Resultado: você sabe quando está fazendo alguma merda, e não é pego de surpresa, como  no Windows, onde o sistema pára de funcionar e você nem sabe o motivo.

Outra vantagem é que o sistema não precisa ser desfragmentado, pois o Linux trabalha com um sistema de gravação no HD de forma diferente [melhor que] do Windows. Também é desnecessário ficar executando ferramentas como Scandisk para reparar erros de leitura e gravação no HD, pois o sistema de gravação também é mais seguro, e raramente ocorre perda de dados gravados.

No mais, testei aqui em casa a instalação do Linux durante uns meses e, na época, acabei me revoltando e voltando para o Windows porque eu utilizava um monitor que não dava suporte [no Linux] para uma definição de área de trabalho muito pequena [só mostrava ícones grandes]. Isso ocorreu em agosto de 2010. Estamos em novembro do mesmo ano e o problema já foi corrigido há alguns meses, por isso tentei novamente o Linux e fiquei apaixonado, não só pela correção do problema, mas porque descobri que posso  fazer ainda mais com esse poderoso [e repito: seguro] sistema operacional.

Essa rapidez toda para solucionar os problemas do sistema ocorre porque o Linux é revisado e atualizado muito mais frequentemente do que o Windows. No Windows, é preciso esperar que a Microsoft seja avisada de que há um erro no sistema, depois você espera a equipe técnica deles pesquisar o erro, pesquisar o motivo do erro, a sua solução, depois, espera eles desenvolverem um “patch”, uma atualização, e só quando eles publicam isso é que você é avisado pelo Windows Update, certo? Como o Linux é um sistema de código aberto, todos os usuários do Linux no mundo podem detectar, pesquisar e corrigir o sistema. Feito isso, eles lançam na Internet a informação de como corrigiram. Daí, em pouquíssimo tempo você é avisado pelo sistema de que tem algumas atualizações para fazer. Funciona como um “Linux Update”, mas muito mais rápido. Se não quiser esperar a publicação oficial da correção, você mesmo pode encontrar a forma de corrigir o erro e baixar o arquivo adequado com uma rápida e simples pesquisa no Google [a comunidade de usuários do Linux é muito simpática, e é muito comum todos se mobilizarem para ajudar quem precisa. O lema é fazer de tudo para que você não volte para o Windows].

Quem não tem pecados que atire a primeira pedra...

Outra vantagem. Se você alguma vez já formatou um computador e instalou o Windows, se lembra de que o sistema vem “pelado”. Quero dizer, quando você instala o Windows, ele vem só com os programas que a Microsoft desenvolveu e julgou que você precisaria. Quer acessar a Internet? Tem que instalar os drivers para reconhecer a placa de rede. Quer acessar o site do seu banco? Tem que instalar a máquina virtual JAVA, o Flashplayer, e se não quiser usar o Internet Explorer, tem que instalar o Firefox. Quer ouvir música? Tem que instalar o codec MP3 e se não quiser usar o Windows Media Player, tem que procurar e baixar outro programa da Internet. E se quiser gravar DVD’s ou CD’s então?? Lá vai você baixar uma cópia crackeada [pirata] do Nero…

Teste antes de instalar

Nada disso é necessário no Linux. Depois de escolher uma versão do Linux [a que você achar mais bonitinha], você grava o CD ou o DVD ou simplesmente usa o pendrive como se fosse um CD, reinicia o computador e pronto. O sistema carrega o Linux e te pergunta algo fantástico: se você deseja instalar o Linux ou testar o sistema sem instalar. Isso é maravilhoso, porque se a Microsoft me desse a opção de testar o Windows Vista antes de instalar, eu teria ficado no Windows XP mesmo [e economizado mais de R$ 500,00].

Você testa o Linux por completo, executando direto do drive de CD/DVD ou do pendrive, sem mudar nada no seu HD. Se não gostar, reinicia o computador de novo e volta para o Windows [o que eu duvido que fará].

Depois de instalado, o Linux vem completo. Todos os programas básicos vem instalados: editores de texto, de tabela, de apresentação, tocador de vídeos, de músicas, clone do MSN, gravadores de CD e DVD, leitores de PDF, máquina JAVA e flashplayer, e navegador Firefox. Tudo pronto.

Comprar programas para quê, se você tem todos de graça no Linux??

E se você precisar de algum programa extra? Sabe aquela janela “Adicionar/Remover Programas”, do Windows? No Linux tem uma idêntica, chamada Synaptic, que te permite não só desinstalar programas, mas pesquisar outros programas na Internet e instalá-los. Funciona assim, você quer instalar o navegador Google Chrome? Digita no Synaptic o nome do programa e ele avisa se está disponível. Se estiver, você clica no nome do programa e manda instalar. Simples assim. Tudo de graça, sem infringir nenhuma lei internacional, sem esforço. Nas versões mais novas, o Synaptic também é chamado “Central de Programas”.

Como falei, o Windows vem “pelado”, variando apenas alguns programas [da própria Microsoft] conforme a versão do Windows que você escolher: Ultimate, Business, Home, etc. etc. Por outro lado, o Linux, por ser um sistema operacional livre de “copyrights” [direitos autorais], qualquer pessoa/empresa pode fazer a sua própria versão [até você mesmo]. Cada versão tem suas facilidades, seus programas [que já vêm instalados], suas aplicações.

Pessoalmente, testei algumas versões como:

Linux Mandriva, primeira tentativa

Linux Fedora, segunda tentativa

Linux Ubuntu, terceira tentativa

Linux Mint, quarta tentativa

Atualmente, utilizo o Linux Mint, que é desenvolvido para fazer com que você, usuário que está saindo do Windows e vindo para o Linux, sinta o menor impacto possível, pois ele vem com vários programas instalados [inclusive programas que no Windows dá um trabalhão para instalar, aqui é tudo pré-configurado].

Imagem da minha área de trabalho atual...

Amo meu computador!!!

Todos os sistemas Linux que eu experimentei podem ser facilmente configurados para se parecerem ainda mais com o Windows. Porém, por uma questão de gosto mesmo, prefiro tentar algo que não me prenda demais ao Windows, pois quero algo novo! No entanto, abaixo estão algumas ideias… Você pode até transformar o seu Linux em algo parecido com o OSX, da Apple.

Linux Mint, configurado com interface KDE

Parecido com o Windows

Parecido com o Mac OSX

Conclusão:

Quem diz que Linux é coisa difícil está redondamente enganado. Os usuários comuns do Windows podem migrar para o Linux sem medo, pois encontrarão versões de todos os programas que já utilizam no Windows e ganharão um sistema seguro, livre de vírus, trojans, etc. etc.

Uma forte tendência hoje em dia é a de todas as versões do Linux serem focadas na acessibilidade. Os desenvolvedores estão cada vez mais atentos aos usuários que desejam deixar o Windows, e que tem medo de encontrar um sistema complicado, já que no Windows tudo é feito em janelas [modo gráfico] e não em modo de linha de comando [estilo DOS]. No passado distante utilizava-se bastante o terminal [linha de comando] do Linux, mas para resolver possíveis problemas que surgissem, tal como se faz no Windows. A partir disso, divulgou-se a ideia de que tudo no Linux dependia de conhecimento profundo de informática, o que é uma grande mentira. Eu, por exemplo, sou formado em Direito, nunca fiz curso superior na área de informática e, no entanto, me saí muito bem com o Linux.

A verdade é que visualmente muitas distribuições do Linux são quase 100% semelhantes ao Windows. Esse crédito a Microsoft merece: fez um sistema operacional fácil de mexer, que pode ser operado por qualquer usuário leigo alfabetizado. Por outro lado, o fato de o Windows ser o sistema mais utilizado no mundo tornou-o alvo preferencial de pirataria e ataques hackers também. É um sistema frágil, fácil de ser quebrado, fácil de se tomar controle sobre ele. Não fosse isso, você não precisaria de antispyware, antivírus, firewall e o escambau à quatro para SE SENTIR mais seguro.

Pergunte a você mesmo: “por que eu ainda uso o Windows?”, e então enumere suas razões. Talvez a maior delas seja “porque é um sistema que eu já conheço, que já sei usar”. Agora, associe essa conclusão ao fato de que o Windows é um sistema cheio de falhas de segurança.

Então pense: se você pudesse migrar para um sistema tão fácil de mexer quanto o Windows, que te deixasse à vontade para continuar fazendo tudo o que você faz no computador [prefiro nem saber o que é, rs] e, ao mesmo tempo, esse sistema oferecesse  segurança e confiabilidades muito maiores que o Windows… Você ainda teria medo de mudar???

Então, MUDE!

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