Arquivo de fevereiro, 2011

Diferente

Publicado: 16/02/2011 em Uncategorized

É engraçado como hoje em dia vivemos e convivemos cercados por pessoas ruins, inescrupulosamente ambiciosas, traiçoeiras, volúveis, más. O mundo está repleto de pessoas assim; gente que carrega o ambiente quando chega, que leva consigo onde quer que vá sua nuvenzinha negra particular.

No entanto, hoje reencontrei um ser humano que quebra esse paradigma. É um aluno, uma pessoa muito bacana, daquelas de quem você pode enxergar verdade nos olhos, que te deseja um simples “tudo de bom” e você sabe que é do coração mesmo.

Pessoas assim estão em falta no universo. Reencontrar esse aluno me fez perceber o quanto estou cercado daquelas pessoas “do outro tipo”.

Não que eu seja um exemplo do tipo bom, mas eu tento não ser um dos maus. Não é meu objetivo de vida.

Aliás, eu queria mesmo era estar cercado novamente por pessoas como aquelas da minha turma do magistério, no antigo “Segundo Grau”. Agradeço a Deus por tê-las conhecido, por ter passado quatro anos estudando com elas [o magistério durava 4 anos, nunca reprovei 😉 ].

Mas o bacana disso tudo é que reencontrar pessoas assim me faz lembrar de que eu estou no caminho certo, de que não me deixei contaminar pela maldade do ambiente, e que o Charles continua sendo o mesmo garotinho bonzinho da quarta série por baixo de uma espessa armadura que aprendi a vestir nos últimos dez anos, pelo menos.

Todos os dias nos é dada uma nova oportunidade; cabe a nós escolhermos o que fazer do nosso dia, o fazer da nossa vida, como tratar nosso semelhante.

Ouvi um dia desses uma especialista em memória humana dizer na tv que devemos experimentar acordar e fazer tudo de uma forma diferente, para estimular o cérebro: escovar os dentes com a mão oposta, vestir a roupa numa ordem diferente, usar o relógio no braço contrário, etc.

Minha proposta é ainda mais [beneficamente] ambiciosa: acorde um dia desses e tente fazer tudo diferente! Dê um bom dia ao senhor que trabalha varrendo a rua da sua casa, sorria quando a trocadora do ônibus [ou metrô] te desejar um bom dia, acenda todas as luzes do seu escritório, abra as janelas, olhe para o céu e agradeça a Deus por estar vivo e saudável para trabalhar mais um dia, e trabalhe mesmo, e muito, com garra, com muita vontade de fazer tudo dar certo!

No mínimo, tenho certeza, você vai voltar para casa no final do dia com a doce sensação de completude, de que seu dia não foi só mais um dia.

Pense em tudo o que Deus te proporciona todos os dias e você vai concordar comigo que o pecado verdadeiro não está em cortar o cabelo curto, fazer uma tatuagem, transar sem ser casado, namorar alguém que supostamente não devia… O pecado real é não aceitar a vida como uma dádiva de Deus.

E é por isso que eu quis chamar este post de “diferente”. Quem acompanha o blog sabe que não sou de escrever essas coisas.

Mas de tudo o que eu já escrevi, se é que se pode dizer que existe um pouco do verdadeiro Charles neste blog, é neste post que esta porção está.

E antes que me perguntem, não, eu não me converti a qualquer igreja, nem quero inaugurar uma. Meu objetivo é meramente, como sempre, compartilhar um ponto de vista falando algo positivo.

Muitas pessoas se agregam a igrejas numa suposta busca por Deus. Como diz a canção, eu vibro numa outra frequência [“Outras Frequências”, Engenheiros do Hawaii], realmente não acredito que preciso de igreja. Preciso, de fato, de religião, de Deus.

E olha que minha percepção sobre isso é bastante diferente do que as pessoas normalmente estão acostumadas. Acho que por isso jamais me encaixaria numa igreja. Não acredito que Deus seja um homem branco de olhos azuis sentado num trono de mármore e rodeado de anjos gordos com maquiagem pesada.

Para mim, Deus é uma ideia, uma força de extrema bondade, uma parte da natureza e ao mesmo tempo a natureza em si. É dele que todas as coisas boas emanam, da vida até a morte [que é apenas uma fase daquela].

Quanto ao mal, você realmente se preocupa com ele? É desnecessário quando você aceita que Deus está perto de você todo o tempo, que Ele está em cada fiapo de grama do lado da estrada, em cada grão de areia, em cada gota d’água no ar que você respira. O mal existe, claro, no próprio ser humano. É o homem, e não um suposto diabo, que mata, que escraviza, que violenta, que xinga, que ofende, que arde de ira contra o seu semelhante.

Uau, fui longe agora… Hora de parar, pois já falei demais, fugi do assunto principal…. rs

Mas a ideia principal é a de que não devo deixar a maldade dos outros me contaminar, porque sei quem sou, e confio na educação que tive. É uma pena eu ainda não poder escolher ter por perto apenas pessoas boas, mas a vida é assim mesmo. O lance é aprender a lidar com as más.

É estranho…

Sei que prometi não escrever mais aqui sobre amizades, mas uma experiência me fez voltar atrás.

Saí com uns amigos na última sexta-feira, fomos a uma pastelaria. Comi um pastel imenso que, não fosse por pedaços de pimenta meticulosamente distribuídos pelo recheio, estaria uma delícia. Depois, seguimos para um barzinho com a única finalidade de encher a cara.

Já no caminho para a pastelaria e em quase todo o tempo que estivemos juntos, fui bombardeado por perguntas, por afirmações, por acusações, por alegações sobre minha personalidade, sobre meu modo de pensar, sobre meu estilo de vida. Um dos amigos disse que eu vivo “criticando as coisas, e falo que odeio coisas que nunca provei, que nunca experimentei”.

Ok, leia duas linhas deste blog e você vai pensar: “mas esse seu amigo tem razão!”.

Eu pago um preço muito alto por enxergar o mundo de uma forma diferente das demais pessoas. Na verdade, pago um preço alto por expressar isso, por querer compartilhar meus pensamentos, ou simplesmente por ser sincero quando respondo se gostei de algo ou não.

A afirmação ocorreu no momento em que falávamos sobre o filme “Tropa de Elite”, e eu afirmei que não gosto desse filme. Ok, reconheço que nunca o assisti, mas abra o oráculo dos oráculos [Google] e procure uma resenha não necessariamente crítica do filme. Numa breve análise fica evidente que o filme trata, no mínimo, de corrupção, violência, criminalidade.

Sinceramente, eu trabalho bastante todos os dias e chego em casa cansado, louco para tomar um banho, trocar de roupa e relaxar. A última coisa no universo que eu desejo quando quero relaxar é assistir a um filme que retrata tais temas. São temas que eu evito até mesmo quando vejo o jornal [por isso prefiro lê-lo online].

Com todo o devido respeito a todos os profissionais que trabalharam nessa obra de arte e com as pessoas que gostaram dela, claro. Mas este é o meu ponto de vista.

Meu erro? Expô-lo veementemente.

Mas essa também é uma característica minha. Quando defendo uma ideia que é publicamente contestada, me transformo no mais entusiasmado dos advogados. Que mal há nisso?

Hipócrita é quem, ao contestar um argumento como o que eu apresentei para não assistir a esse filme, faz a seguinte pergunta: “como você pode dizer que o filme não é bom sem ter assistido a ele??”. Oras! Um filme normalmente não agrada a 100% dos que o assistem [nem mesmo o ‘Senhor dos Anéis’ agradou a todos os nerds fãs da obra de Tolkien].

Então, por quê eu tenho que ter um comportamento de grupo, socializado, tal como uma formiga no ninho??? Isso sim, é algo idiota: falar sobre coisas que não conhece [nem por pesquisa]. Afinal, não preciso morrer para saber saber que estar morto é uma merda! Na dúvida, faça uma experiência: tome veneno só para descobrir se faz bem para você ou não!

Bom, desde essa fatídica saída que me logrou uma série de questionamentos e exposições desnecessárias, estou repensando algumas coisas. Não acho que preciso de amizades assim. Aliás, não acho que devo ter tanta consideração por quaisquer pessoas no universo que me tratem da forma como fui tratado.

Porra, até ser chamado de viado eu fui, só porque pedi uma soda ou sprite ao garçom! Admito numa boa certas zuações comuns entre amigos, mas tudo tem um limite, e eu já atingi o meu faz um tempo!

Não dá para definir uma pessoa em duas linhas, mas uma pista de quem essa pessoa seja você pode ter lendo o que ela escreve. E é por isso que eu amo escrever aqui, independente de quantidade de acessos, independente de propagandas, ou de divulgação.

Este é meu santuário, e talvez quem lê este blog saiba muito mais sobre mim do que pessoas que me conhecem há quase trinta anos!

Não dizem por aí que todos tem um talento?? Não serei tão presunçoso… Escrever é minha paixão, é minha diversão! Essa é a minha arte. Faz parte de mim, do que sou. E justo por isso, não vou parar. Assim como não vou deixar de ser como sou, de falar o que eu penso com toda a sinceridade sempre que eu for perguntado.