Use uma máscara e seja feliz

Publicado: 15/05/2011 em Uncategorized

É muito difícil lidar com pessoas de tendência inconstante. Já havia notado isso há algum tempo, mas algumas pessoas tem opiniões diferentes sobre o mesmo assunto, se perguntadas em horas diferentes do dia. Também são divergentes as versões contadas sobre as mesmas histórias por essas pessoas. Curioso, não?

Isso é mais comum do que se imagina. Bem diz o ditado, quem conta um conto aumenta um ponto. Eu só não imaginava a profundidade da afirmação popular. A história muda sempre que é contada mais de uma vez, independente de quem a conta. Fato.

Eu, como não podia ser diferente, não podia deixar de achar isso um inferno, angústia!

Certamente não tenho o dom de gravar na memória cada vírgula do que as pessoas me dizem e mais, reproduzi-las diversas vezes da mesma forma. Mas também tento não distorcer nem alterar indiscriminadamente fatos e detalhes, de forma a mudar completamente o que as pessoas dizem.

Agora cheguei no ponto primordial deste post: acabo de passar por uma experiência das mais infernais até hoje. Numa certa discussão infame, meus argumentos foram distorcidos cinco minutos após eu os ter apresentado! E o pior, foram invertidos e usados contra mim, numa sem vergonha e deslavada forma de afirmar um ponto de vista contrário ao meu, dizendo que eu havia dito que concordava com o ponto de vista adverso. PUTA QUE PARIU!!!

[Respirando fundo para não enlouquecer]

Bom, apesar de ridiculamente estúpida a discussão, e de ser totalmente dispensável num domingo antes das 7h da manhã, aprendi, às duras penas, uma lição muito valiosa: os meus pontos de vista, os meus argumentos, o que eu penso, pertencem somente a mim, única e exclusivamente.

Houve uma fase da minha vida [dos 5 aos 16 anos] na qual eu não expressava meus pensamentos. Vivia escondido atrás de uma máscara. Dos 17 anos para cá, tomei a maldita decisão de arrancar essa máscara e mostrar ao mundo quem eu realmente sou: contestador, forte, uma pessoa de ideias próprias, de concepções de vida únicos.

Ninguém precisa saber disso.

As pessoas se contentam mais quando eu simplesmente abaixo minha cabeça e ouço o que elas têm a dizer, sem emitir qualquer opinião. Isso dá a elas a falsa sensação de que eu concordo com o que dizem, de que eu sou amigo delas, de que eu compartilho dos mesmos ideais. Repita-se: falsa concepção.

E sinceramente? Eu também ficava numa posição muito confortável quando fazia isso, porque sempre soube que a verdade absoluta está dentro da minha cabeça. A minha verdade, aquela que não pode ser arrancada de mim, imutável, indivisível, imortal.

De agora em diante vai ser assim, de máscara devidamente recolocada, volto a enxergar a sociedade e as pessoas que a compõe de um ângulo privilegiado, do alto, como sempre deveria ter sido.

Podem me julgar à vontade porque, sinceramente, sua opinião não será sequer considerada.

E se quiser um conselho, faça a mesma coisa e será muito mais feliz.

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