Arquivo de junho, 2011

Então… Vamos lá mais uma vez!

Eu sei que opinião religiosa não se discute. Aliás, longe de mim promover aqui qualquer discussão. Sempre afirmei e continuo dizendo que este é um espaço arbitrário no qual eu exponho minhas ideias. Tal como se faz na TV, “troque de canal” se não quiser ler.

Me responde uma coisa? Que diabos de esculhambação as pessoas estão fazendo com o nome de Deus ultimamente?

Na TV, pastores falam duas palavras com os nomes de Deus e de Jesus, intercalando com um bocado de informações erradas sobre “religiosidade”, e não sobre a religião Cristã. Sim, “religiosidade”, aquilo que está inserido num contexto supostamente religioso, mas que não é a religião propriamente dita [tal como este texto]. A diferença entre este texto e o que eles fazem é a enganação que promovem. Assisti um dia desses o “ilustre” “pastor” Silas Malafaia dizendo:

“Irmão, você liga ‘prá’ cá agora e compra essa Bíblia por R$ 299,00! E você deve estar se perguntando: ‘mas pastor, por quê a sua Bíblia custa R$ 299,00 e aqui do lado da minha casa a papelaria vende uma por R 15,00???’. Aí eu te respondo: ‘Irmão, essa Bíblia aqui não é uma Bíblia vagabunda [sic] como essa que vende na papelaria, não! Essa aqui é uma Bíblia costurada!!!'”.

Noutro exemplo, o “eminente” “pastor” R. R. Soares dizia:

“Irmão, se você sentir no Jesus tocando no seu coração, os obreiros vão passar o envelope, você preenche e se torna um ‘patrocinador’. Mas às vezes o inimigo segura, o inimigo diz ‘não, não vai não’, aí o irmão perde a bênção…”.

Ahhhhn????? Em primeiro lugar, “patrocinador” significa “aquele que banca as viagens internacionais do pastor”. Em segundo lugar, “inimigo” significa o quê? Palmeirense ou bambi??? Obviamente ele estava falando do “diabo”…. Então, vamos traduzir o que ele quis dizer: “Ou você me dá dinheiro, ou o diabo vai fazer você perder aquilo que você mais quer que Deus te dê”. Esse homem deveria ser santificado, de tão bacana!

Agora, meus amigos, vou afirmar publicamente algo que sempre digo: se quando morrer eu for para o “inferno”, e se chegar lá e não encontrar os “pastores” Silas Malafaia e R. R. Soares levando umas ‘tridentadas’ do diabo, ele que se cuide, porque eu vou redefinir o significado de inferno! Na minha simples opinião, “diabo” de verdade é quem usa o nome de Deus para se promover e/ou ganhar dinheiro [vide pastores/padres que enriquecem vendendo CD’s].

Diga-se de passagem, o “pastor” Silas Malafaia foi objeto de post em 21/01/2006 num outro blog, por ter sido ‘flagrado’ “na piscina do melhor Hotel 5 estrelas de Natal”… Imaginem de onde vem o dinheiro para tanto luxo.

Para coroar a falta de respeito com o Criador, observem o vídeo abaixo, especialmente a partir de 3’27”, no qual o trecho abaixo é cantado:

“Você foi promovido, o salário aumentou / A Ele toda a glória!”

“E aquele carrão que Ele te abençoou / A Ele toda a glória!”

Dispensa qualquer comentário  ¬¬

 

Por outro lado, diametralmente oposto a tudo isso, existem experiências bacanas. Há algum tempo eu descobri uma igreja australiana que tem iniciativas muito bacanas. Eles incentivam as pessoas a promoverem uma cultura não só de paz, mas de ajuda. Você é dentista? Então em vez de dar dinheiro à igreja, atenda pessoas que precisem gratuitamente! É assistente social? Doe uma parte do seu tempo para ajudar pessoas necessitadas! Esse é o espírito! Chega de perder tempo falando de um suposto ‘diabo’ que vai destruir sua vida, que espreita na escuridão o seu primeiro deslize para tomar a sua alma, chega de se preocupar com uma suposta guerra espiritual entre anjos e demônios! Basta! Se a religião é o Cristianismo, então vamos focar em Deus!

Outro detalhe bacana: essa igreja promove cultos online gratuitos todas as quartas-feiras. Basta visitar o site, verificar o horário e assistir! Os cultos são em inglês australiano, mas não é difícil compreender, não!

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Só mais um garoto triste

Publicado: 15/06/2011 em Uncategorized

Algumas coisas perseguem a gente por toda a vida.

Não me refiro àquele hábito de fazer determinada coisa, de provar sempre o mesmo sabor, ver o mesmo tipo de filme, caminhar sempre pelo mesmo lado da calçada… É sobre as experiências de vida que falo.

Assim como  a maioria dos brasileiros, não tive qualquer facilidade em minha vida. As dificuldades, porém, fizeram cada minuto da jornada até aqui valer à pena. Mas certas experiências, certos dissabores, certas mágoas marcam nossa história de vida para sempre, tal como naquele provérbio: “as palavras ditas são como pregos fixados numa tábua…. Por mais que você os tire, as marcas produzidas por eles sempre estarão lá.”.

Acredito que o mesmo aconteça com as experiências de vida. Sou o produto delas. Até hoje ainda fico triste pelos mesmos motivos, choro [por que não?] pelos mesmos motivos e do mesmo jeito: me trancando no banheiro para ninguém ver, tal como quando tinha 12 anos.

E o motivo de tudo isso? Pessoas despreparadas para ter uma família, para representar o papel de pai, para educar, amar.

Minha revolta, na verdade, é com a hipocrisia da sociedade… Veja bem, para uma pessoa [mesmo solteira] ser pai/mãe, existem dois procedimentos: adoção ou sexo. Para o sexo, e portanto para ser pai, o único requisito é o tesão. Já para adotar, a lei impõe uma gama de requisitos.

Hoje, olho para trás e não consigo deixar de ver um garoto triste, sentado na calçada na frente de casa, esperando chegar o tempo em que se tornaria um homem, senhor da sua própria vida.

O tempo passou, e embora a alvorada do ano trinta se aproxime, o momento libertador ainda não chegou. São muitas as amarras que me prendem aqui…

Ah! Que saudades do meu cachorro! Durante muito tempo, aquele vira-latas amarelo, com o focinho preto, que corria de um lado para o outro do quintal e mostrava os dentes quando eu pedia para ele sorrir, foi meu grande amigo. Em todos os momentos tristes ele estava lá por mim. Quando eu me sentava na calçada do outro lado da rua, com o coração apertado de tristeza, ele vinha, se sentava do meu lado na calçada e colocava a patinha branca no meu ombro, como quem dizia: “Não fica assim, eu ‘tô aqui com você…”.

Em dias como hoje, dias difíceis principalmente porque terminam assim, com palavras duras ditas por alguém que pelas leis da natureza jamais deveria dirigí-las a você, eu me sinto como se tivesse 12 anos outra vez. A diferença é que meu cachorro não está aqui para me lember o rosto ou me estender a pata…