Arquivo de julho, 2011

Detenção, escola, abandonada, silent hillDoce. A última coisa que alguém deve esperar que você seja.

Gentileza não tem qualquer relação com isso. Doçura implica inépcia para rudeza.

E todos nós concordamos que rudeza é o escudo que protege algumas pessoas, pessoas boas, das más.

Maldade, por sua vez, não está indissociavelmente ligada à existência de uma máscara, ou uma capa.

A experiência me ensinou que eu não devo temer o trol, mas o coelho branco sorridente.

Eu mesmo não me excluo desta afirmação.

E por mais que eu me faça trol, as pessoas teimam em enxergar o coelho.

O que me consola é que por dentro eu sou bem pior do que você imagina…

Eu sou normal…

Publicado: 31/07/2011 em Uncategorized

Então pessoal, acabo de descobrir e me filiar à verdadeira igreja, a única que tocou no meu coração!

Na noite mais fria, quando todas elas estão rasgando o vento gelado pelo céu, o que eu mais quero é calar todas as vozes dentro da minha cabeça.

A escuridão tenta me seduzir, conduzindo minha ira, povoando meus pensamentos com angústia e opressão, ofuscando a luz.

E somente no canto mais profundo da minha própria solidão é possível encontrar abrigo para a menor porção que me resta do meu eu.

A quietude é meu oxigênio, um mal necessário.

É nela que repousa minha alma.

 

Eu preciso tirar essas ideias macabras da minha cabeça antes que eu mate alguém na segunda-feira… Está ficando cada vez mais complicado manter relações diplomáticas com pessoas loucas.

Eu não estou falando de louco bonitinho, não. Estou falando de gente maluca mesmo, que não está conectada a esse plano de existência. Eu [acho que] sou aquele tipo de doido bonitinho, que não machuca ninguém [porque mantenho minha loucura na minha cabeça, ou no blog]. Mas tem muita gente maluca perdida por aí.

Uma das situações que mais me atormentam são excesso e divergência de requests. Só que no meu universo, ‘in dubio’ nunca é igual a ‘pro reo’ [no caso, eu]. Resumindo, eu to cansado de me ferrar! Sabe aquele bordão: “Tinha que ser o Chaves, mesmo!”? Pois bem, hoje eu me sinto como a ‘bola da vez’ para tudo o que dá errado.

Puta-que-pariu!

Se alguma coisa que eu invento dá certo, o crédito não é meu. Mas se algo dá errado… Pior que isso, eu odeio prejulgamentos! E isso é o que mais fazem comigo! Se eu visto uma meia vermelha, ou se esqueço de colocar a camisa azul, pelo amor de Deus! Não tem nenhum significado nisso! Eu posso, como qualquer pessoa normal, ter me esquecido que a camisa preta não combina com a calça azul, ou que a meia vermelha não é adequada para mim! Nem sempre existe um propósito cruel de destruição ou dominação mundial só porque eu faço ou deixo de fazer alguma coisa!

E sabe o que é engraçado? Se a mesma atitude [ou falta dela] é tomada por alguém que está no mesmo ‘nível’ que eu, a [in]ação é simplesmente ignorada. Daí surgem duas deduções: 1) ou eu sou tão foda, tão bom, tão gostoso, tão maneiro, que a ‘mídia’ fica em cima o tempo todo e por isso não posso sair da linha; 2) ou eu sou um fudido que só leva na cabeça por qualquer coisa que faça mesmo!

Acho que a segunda hipótese é a mais válida!

A verdade é que eu cansei de ser chamado à atenção por nada; cansei de ser culpado de coisas que todo mundo faz, mas só quando eu faço é que chama a atenção; cansei de ser o estandarte daqueles inúteis, medrosos, que não querem defender determinada posição… cansei de levar na cara por causa de vocês; cansei de me submeter, nas palavras de Silvio Santos, à “eletricidade vinda de baixo” de vocês, bem comum nas mulheres loucas; cansei de ser tratado como filho por pessoas que eu não quero que sejam minhas mães nem nesta, muito menos nas próximas dez milhões de encarnações [aliás, eu devo ter feito muito mal a vocês em outra vida para merecer ficar tão perto nesta]; cansei de ser o bom moço, aquele que sempre vai concordar com tudo o que vocês disserem; cansei de ser aquele que vai dar opinião mais sensata, porém, a primeira a ser ignorada…

E é por isso que eu vou embora da vida de vocês, para começar, tarde, eu reconheço, a viver a minha própria vida!

Balanço

Publicado: 17/07/2011 em Uncategorized

Já que estou há quase um ano desde que fui retirado do mercado de homens solteiros e disponíveis [rs], resolvi fazer uma retrospectiva da minha vida. Revirando algumas memórias, cheguei facilmente a seguinte conclusão: como eu era idiota! Só agora entendo, e posso compartilhar, o motivo de ter sido tão maltratado e passado para trás.

O problema é que eu era muito teatral, esperava viver um grande amor, sonhava com lugares-comuns…

Imagina se existem amores avassaladores, pessoas que choram quando dizem “eu te amo”, ou tardes frias passadas debaixo do cobertor vendo TV agarradinho com seu amor? Daí você pode dizer: “mas eu vivo um amor assim!”, e eu te respondo: “será?”. A grande verdade é que essas coisas existem sim, mas só quando a Drew Barrymore é quem “faz amor” [outra ficção] com Ben Stiller em frente à lareira, no inverno [vide Duplex, 2003].

É por causa dessas ideias preconcebidas de “relacionamento ideal” vendidas diariamente na mídia que as pessoas sofrem. Eu imaginava que teria um relacionamento feliz quando recebesse um telefonema no meio da tarde “‘só’ para dizer ‘eu te amo'”, ou quando passasse uma tarde fria debaixo do cobertor, ou quando fizesse uma viagem a dois para as montanhas… Bullshit!

A partir daí, é fácil perceber como existem pessoas que se aproveitam daqueles que esperam viver coisas assim. Exemplo: imagina que eu quisesse transar com alguém, e que me encontrasse com uma criatura que quisesse “fazer amor” e não simplesmente transar. O que eu faria? Diria para ela que eu sou um homem bacana, que sou sério, que quero compromisso… Depois, pé na bunda! [rs].

E por falar no tal “fazer amor”, é até vergonhoso dizer que um dia já acreditei nisso. Sério mesmo, e sem perder a fé no sentimento das pessoas, não acredito que isso exista. Aliás, acho que isso é uma ficção que ocorre na cabeça de uma das pessoas na cama. Para mim, no máximo, um dos dois  na cama pode até estar “fazendo amor”, mas o outro está é transando mesmo! Aliás, fazer amor, nas palavras de Rui e Vani, deve ser muito chato mesmo… Ninguém tem liberdade para nada! Um tédio só! kkkkkk

Então, depois de perceber o quanto era idiota por querer coisas que não existem*, me dei conta do quanto eu evoluí. Hoje sei que não existem relacionamentos ideais, sei que cada pessoa é diferente, e que não necessariamente um relacionamento é baseado em doação extrema, que não se pode dar a vida por ninguém, por mais bacana que a pessoa seja. Se eu estou namorando? Claro! Mas um ser humano de verdade, cheio de defeitos e qualidades, e não um personagem criado para me fazer feliz.

A sua felicidade é responsabilidade só sua. É idiotice responsabilizar outra pessoa por ela, porque só você é capaz de saber o que te faz feliz.

E quanto ao fato de afirmar que essas ideias prefabricadas de felicidade não existem, eu me baseio em alguns casamentos de fachada, nos quais famílias que se mostram perfeitas para a sociedade são completamente podres por dentro. Vocês não imaginam com quantos “cônjuges felizes” eu conversei pelo MSN [© da Microsoft Corporation] enquanto estava solteiro. Trocando em miúdos: gente casada querendo transar comigo… querendo trair… a maioria na própria casa do casal. Ridículo, não?!

Mas, voltando ao balanço, e também para finalizar, reconheci meu erro e também minha evolução. Talvez por isso tenha conseguido alcançar o status atual: um namoro sem cobranças, sem prisioneiros e sem carrascos, com uma fidelidade mais que presumida, fática. Esse negócio de andar de mãos dadas não me faz a menor falta, assim como não faz qualquer mal passar a tarde toda largado no sofá, mas cada um no seu próprio canto, sem troca de calor o tempo todo, até porque, eu não ando chocando nada, muito menos querendo fazer torrada…