Balanço

Publicado: 17/07/2011 em Uncategorized

Já que estou há quase um ano desde que fui retirado do mercado de homens solteiros e disponíveis [rs], resolvi fazer uma retrospectiva da minha vida. Revirando algumas memórias, cheguei facilmente a seguinte conclusão: como eu era idiota! Só agora entendo, e posso compartilhar, o motivo de ter sido tão maltratado e passado para trás.

O problema é que eu era muito teatral, esperava viver um grande amor, sonhava com lugares-comuns…

Imagina se existem amores avassaladores, pessoas que choram quando dizem “eu te amo”, ou tardes frias passadas debaixo do cobertor vendo TV agarradinho com seu amor? Daí você pode dizer: “mas eu vivo um amor assim!”, e eu te respondo: “será?”. A grande verdade é que essas coisas existem sim, mas só quando a Drew Barrymore é quem “faz amor” [outra ficção] com Ben Stiller em frente à lareira, no inverno [vide Duplex, 2003].

É por causa dessas ideias preconcebidas de “relacionamento ideal” vendidas diariamente na mídia que as pessoas sofrem. Eu imaginava que teria um relacionamento feliz quando recebesse um telefonema no meio da tarde “‘só’ para dizer ‘eu te amo'”, ou quando passasse uma tarde fria debaixo do cobertor, ou quando fizesse uma viagem a dois para as montanhas… Bullshit!

A partir daí, é fácil perceber como existem pessoas que se aproveitam daqueles que esperam viver coisas assim. Exemplo: imagina que eu quisesse transar com alguém, e que me encontrasse com uma criatura que quisesse “fazer amor” e não simplesmente transar. O que eu faria? Diria para ela que eu sou um homem bacana, que sou sério, que quero compromisso… Depois, pé na bunda! [rs].

E por falar no tal “fazer amor”, é até vergonhoso dizer que um dia já acreditei nisso. Sério mesmo, e sem perder a fé no sentimento das pessoas, não acredito que isso exista. Aliás, acho que isso é uma ficção que ocorre na cabeça de uma das pessoas na cama. Para mim, no máximo, um dos dois  na cama pode até estar “fazendo amor”, mas o outro está é transando mesmo! Aliás, fazer amor, nas palavras de Rui e Vani, deve ser muito chato mesmo… Ninguém tem liberdade para nada! Um tédio só! kkkkkk

Então, depois de perceber o quanto era idiota por querer coisas que não existem*, me dei conta do quanto eu evoluí. Hoje sei que não existem relacionamentos ideais, sei que cada pessoa é diferente, e que não necessariamente um relacionamento é baseado em doação extrema, que não se pode dar a vida por ninguém, por mais bacana que a pessoa seja. Se eu estou namorando? Claro! Mas um ser humano de verdade, cheio de defeitos e qualidades, e não um personagem criado para me fazer feliz.

A sua felicidade é responsabilidade só sua. É idiotice responsabilizar outra pessoa por ela, porque só você é capaz de saber o que te faz feliz.

E quanto ao fato de afirmar que essas ideias prefabricadas de felicidade não existem, eu me baseio em alguns casamentos de fachada, nos quais famílias que se mostram perfeitas para a sociedade são completamente podres por dentro. Vocês não imaginam com quantos “cônjuges felizes” eu conversei pelo MSN [© da Microsoft Corporation] enquanto estava solteiro. Trocando em miúdos: gente casada querendo transar comigo… querendo trair… a maioria na própria casa do casal. Ridículo, não?!

Mas, voltando ao balanço, e também para finalizar, reconheci meu erro e também minha evolução. Talvez por isso tenha conseguido alcançar o status atual: um namoro sem cobranças, sem prisioneiros e sem carrascos, com uma fidelidade mais que presumida, fática. Esse negócio de andar de mãos dadas não me faz a menor falta, assim como não faz qualquer mal passar a tarde toda largado no sofá, mas cada um no seu próprio canto, sem troca de calor o tempo todo, até porque, eu não ando chocando nada, muito menos querendo fazer torrada…

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