Arquivo de outubro, 2011

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Então…

Estou a 7 dias de completar 30 anos… Sinceramente, não achei que chegaria tão longe.

Não que eu esteja doente, nem que tenha vícios que me levem à morte. Mas há 23 anos eu via um futuro muito sombrio me esperando aos 30 anos de idade.

Tinha tudo para dar errado, claro.

Eu me via numa casa diferente das casas dos meus amigos. Meus pais se odiavam e passavam muito tempo reforçando esse ódio, gastando vida. Meu irmão mais velho nunca esteve de verdade por aqui. Sempre que as coisas ficavam ruins, e elas ficavam com uma frequência extraordinária, ele sumia. Eu, aos oito anos já fazia comida e limpava a casa antes da minha mãe chegar do trabalho. Durante o dia, meu cachorro me fazia companhia. Meus pais trabalhavam demais para colocar comida na mesa. Carinho e atenção de pai e mãe é um luxo que eu nunca tive.

Por isso eu via a casa dos meus amigos como algo fora da realidade. Pais que se importam como foi seu dia na escola, gente que conversa em vez de gritar, pessoas que bebem sem brigar… Muito surreal para mim. Se eu tinha inveja? Óbvio! Se eu pudesse definir ‘felicidade’ numa frase simples, diria: “é gente rindo e brincando, do outro lado do muro, e eu do lado de fora.”.

À medida que eu ia crescendo [mais para os lados que para cima], fui percebendo que minha previsão estava correta. As coisas não mudariam. Elas só ficavam cada vez piores. E assim foi durante um ‘bom’ tempo, pelo menos até meus 27 anos. Foi no ano de 2008 que perdi meu pai, justo um ano depois de ele descobrir que estava doente e resolver ser o que ele nunca foi: um pai de verdade. Deus ou o destino, como quiser, nos pregou uma peça épica: como odiar alguém que te maltratou uma vida inteira e em doze meses conseguiu desfazer todo o mal que causou? Ali, no instante em que voltava para casa, depois de enterrá-lo, percebi qual foi a missão daquele ser humano na terra: aprender e também ensinar o valor do perdão.

Quase três anos depois, aqui estamos.

Eu continuo o mesmo garoto de sempre: um moleque crescido, mal encarado, que odeia ser feito de bobo, odeia gente folgada, gente mentirosa, e que leva a vida na ‘tolerância zero’, mas com um coração bom. Sinto saudades do meu cachorro, especialmente do jeito como ele me olhava enquanto eu conversava com ele sobre os meus problemas. Ele, sim, foi um grande amigo. Ah, também não posso me esquecer da grande paixão que conheci aos 9 anos: Sonic! Assim que meu apartamento ficar pronto [março de 2012] devo decorar a sala com as cores do jogo original, lançado em 1991 [postarei as fotos aqui].

De vez em quando tenho alguns sonhos em série, aqueles que se repetem. Num deles, uma vez, um homem velho se aproximou de mim, enquanto eu observava uma floresta de um verde exuberante, e me disse para eu não ficar triste só porque estava chegando a hora de acordar, porque um dia eu não teria que passar por isso. Segundo ele, a realidade era lá, e o sonho, aqui. Eu não sei exatamente o que isso significa, mas sei que eu me sentia muito bem naquele lugar. E todas as vezes que volto naquela floresta, não quero acordar mais. Eu sinto que pertenço àquele lugar. Ali perto do lugar onde essa pessoa conversou comigo existe uma rua, com várias árvores altas, cujos galhos pendem ao alcance da mão, com folhas bem verdes e grandes. A rua é iluminada por raios de sol dourados, numa manhã de clima ameno. Do lado direito da calçada existem prédios de três andares, avermelhados, com portas de madeira preta, por onde se chega subindo uma escada de três degraus com um corrimão também preto. É ali que eu moro. Ou melhor, é ali que mora a minha paz de espírito.

E por falar em sonhos… Se os últimos 30 anos não foram exatamente muito bons [exceto os últimos 3], o que esperar daqui para frente? Sinceramente, não sei. Tudo o que posso dizer é que vou me esforçar para que os próximos anos sejam os melhores! Por isso eu sonho em conquistar muitas coisas ainda. Não sonho alto… Como bem diz o Dexter, o que eu realmente quero é ter uma vida tranquila. Não sonho com carros, altos salários, viagens, e nem luxos de qualquer natureza. Tudo o que eu quero é ter um trabalho digno, conquistar meu pão com o suor do meu rosto, e no final do dia voltar para a minha casa, jantar e dormir o sono dos justos, tendo a consciência tranquila por não ter enganado ninguém, nem mentido, nem praticado qualquer maldade. Eu deixo a ambição para os ambiciosos. Isso não serve para mim.

A maior conquista que eu sempre sonhei eu já conquistei: ter a minha casa, um cantinho só meu, à minha imagem e semelhança, onde ninguém vai gritar comigo, ninguém vai mandar em mim, nem me maltratar. A partir dessa conquista tudo de bom começa a acontecer com mais frequência… E se não acontecer mais nada, eu já estou feliz por Deus ter me permitido chegar até aqui, por nunca ter me abandonado, e por sempre falar comigo quando eu clamo por Ele.

Quanto ao presente de aniversário, não podia ser melhor: a empresa que faz os jogos do Sonic resolveu refazer com nova tecnologia [HD] as fases do jogo original lançado em 1991, 22 anos atrás… Quer presente melhor que esse??!

Em primeiro lugar, ECA! Prestem bem atenção na moça… E depois deem uma boa olhada no tal marido dela.

Qualquer um que more aqui em Vitória, de onde o ‘marido’ é, sabe muito bem com que ‘tipo de pessoa’ a bela resolveu se casar.

Bom, feitas essas considerações preliminares, quero manifestar meu total e irrestrito apoio ao Rafinha.

Penso que mais do que invocar a liberdade de expressão, garantida na Constituição da República Brasileira, é preciso invocar a liberdade de o telespectador trocar de canal.

Veja bem: se você assiste a um programa num canal e de repente alguém diz ou mostra algo que não te agrada, TROQUE DE CANAL!

O público que assiste programas como Comédia MTV, CQC, Pânico na TV, e outros do mesmo gênero, sabe exatamente a que tipo de humor está se expondo.

Diferentemente do que acontece com Zorra Total e A Praça é Nossa, programas como o CQC são destinados a um público diferente, jovem, que questiona a realidade. Ouvir uma frase como “eu comeria ela e o bebê” num programa como o CQC é milhões de vezes menos ofensivo do que ver bunda o tempo todo no A Praça é Nossa, no Domingo Legal, ou aquela horrenda [e hilária] representação da presidente ‘pilotando’ um metrô, no Zorra Total.

Quero dizer, para ser ainda mais claro, que pessoas comem pessoas o tempo todo. E dizer que comeria ela e o bebê pode ser facilmente compreendido como “eu comeria ela grávida ou não”.

Sinceramente, eu não comeria não… Vai que dá indigestão…

Agora, o que realmente me deixou puto nessa história toda foi o cara ser reprimido pelos colegas [Tas], além de ser afastado do programa.

Vi um comentário num site de um leitor dizendo o seguinte: “O cara faz tudo certo e ninguém nota… de repente comete um deslize e vira o pior ser humano do planeta???”. Concordo plenamente.

Na verdade, acho que quem deveria se fuder nessa história toda é a própria Band. Porque, convenhamos, Rafinha tem bastante talento para seguir com sua carreira e [quem sabe] levantar a audiência do SBT apresentando um programa semelhante ao que ele faz na Band, o tal “A Liga”.

Li na Veja uma declaração do Marcelo Madureira, do Casseta e Planeta, dizendo que o Rafinha é bobo… Hein??? Que autoridade alguém que é redator de Casseta e Planeta tem pra dizer que qualquer pessoa é boba? Eles são o ápice do que é considerado humor idiota, sem sentido e… BOBO!

Acho engraçado também essas organizações não- governamentais que defendem direitos das minorias e que [aparentemente] não têm nada melhor pra fazer e ficam assistindo televisão. Resultado: implicam porque o cara tá interpretando uma transexual chamada Valéria, implicam porque o Mion zuou a Nanny People, implicaram porque a MTV resolveu fazer piada com os autistas…

Então vamos lá: vou processar qualquer um que zoe quem usa óculos só porque eu uso óculos e represento uma minoria excluída. Ahhhh vai pra puta-que-pariu!!

Acho que esse país vai melhorar bastante quando cada um cuidar da sua própria bunda, quando deixarmos de nos preocupar com o que se diz no Twitter, quando ter ou não ter um perfil no Facebook não fizer a menor diferença, e quando, principalmente, shows de pseudo-artistas como o Justin ‘Biba’ deixarem de lotar estádios.

Olha, o que eu realmente queria dizer é que eu não comeria a Wanessa não, mas alguém, alguma hora, terá que acabar com a influência desse câncer na sociedade capixaba exercido pela família Buaiz.

E por falar em câncer, alguém avisa para o Magno Malta parar de meter o nariz aonde não é chamado?? Esse cara é um bandido disfarçado, que mantém uma casa de recuperação de viciados em drogas e que, para uma boa parte dos capixabas, funciona mais como uma escola do crime. Esse mesmo cara põe um bando de idiotas na rua para protestar contra o reconhecimento de uniões estáveis homossexuais, segundo ele, “em nome de Deus”… Mais uma vez, puta-que-pariu!

Como capixaba, lanço o desafio: o que de bom Magno Malta fez pelo Espírito Santo? Por mais que se procure, é difícil enxergar nele qualquer coisa que não seja lama e muita sujeira.

De volta ao assunto do suposto ‘humor negro’, eu tinha muitas restrições quanto a programas desse gênero. Criticava demais o Legendários, da Record, o Pânico na TV, da Rede TV, etc… Mas, sinceramente, agora, só de raiva, eu vou apoiar e assistir, porque não posso aceitar que caras como Ronaldinho e Magno Malta determinem o que eu posso ou não ouvir ou ver na televisão.

Mais uma vez: se não estiverem satisfeitos, troquem de canal! E sempre falo o mesmo do meu blog, se não gostar da minha opinião, feche a página ou volte ao Google e vá ler algum conto da Disney!