Placeholder: o pior tipo de ser humano é aquele que só faz figuração na sua vida

Publicado: 25/11/2011 em Uncategorized

Eu estava aqui envolto na última angústia que enebria e escurece meu dia… Na verdade, os últimos dias não foram fáceis.

Com a proximidade de uma grande mudança na minha vida [mais uma], tudo parece certo e incerto ao mesmo tempo. É como se caminhasse num campo minado, ou como se fosse uma daquelas crianças no quadro “Porta dos Desesperados“, literalmente perdido por não saber qual porta abrir [me lembro bem que atrás de uma delas tinha um prêmio, de outra um monstro e da terceira uma bobagem qualquer].

Mas o mais triste dessa situação não é o problema em si, muito menos a angústia que ele trás. O triste mesmo é a angústia por trás da angústia.

Não bastasse o fato de estar passando pelo dilema, e de não saber o que fazer, ainda me vem o descaso. Isso é o que mata.

Hoje mais cedo fiquei me perguntando quantas vezes na vida terei que dar uma peneirada nos amigos, fazer uma seleção e descartar as pessoas que não prestam e que estão apenas como um “placeholder” na minha vida. Gente irrelevante mesmo, sabe? Daquele tipo para quem não faz a menor diferença se você contar para ela que comeu aveia no café da manhã ou que amputou o braço na hora do almoço. A resposta é sempre a mesma, indiferente, distante, sem emoção, sem opinião, sem ação, sem comoção, sem compaixão.

Agora me esclareça uma coisa: eu sou doido, anormal, ou a maioria das pessoas, quando conta um problema para alguém, espera no mínimo que o ouvinte dê a sua opinião sobre o assunto? Acho importante sempre checar com as pessoas qual é o protocolo social a ser seguido, porque, partindo do princípio que eu não sou muito normal, preciso verificar se eu estou querendo algo impossível, absurdo, fora do comum como, por exemplo, esperar uma opinião sincera.

Para início de conversa, se não quisesse a opinião das pessoas sobre meu dilema, qual seria o sentido em contar para elas?

Aliás, acho que é aí que reside o problema! Eu estou errando em pedir a opinião das pessoas, em querer confrontar a minha “verdade” com a “verdade” delas. Mas, espera! Na faculdade me ensinaram que esse é o melhor método para resolver um problema. Então eu não sei [ainda] fazer diferente disso: tese + antítese = síntese!

Mas agora que detectei o problema [como sempre o problema sou eu], fica mais fácil de resolver. Ou não fica?

Analisando as probabilidades, a maior chance é a de que, deixando de compartilhar meus dilemas com as pessoas, eu, que já sou antissocial, me tornarei ainda mais recluso, ainda menos sociável, ainda mais quieto no meu canto. Isso me faz lembrar da época em que estava na segunda série: todas as crianças normais brincavam e corriam no pátio [e lanchavam] na hora do intervalo, exceto eu. Eu era a criança estranha. Aquela que procurava o canto mais escuro, mais sinistro da escola e ficava lá, quieto, sozinho, na minha. E quando as pessoas me perguntavam alguma coisa, eu não respondia nada. Será que isso é o que se considera normal hoje em dia?

Talvez a culpa disso seja a Internet e as redes sociais… Afinal, é mais “cool” ter 200 milhões de amigos no “Facebook” do que ter 1 amigo de verdade com quem você possa contar sempre.

O fato, só para encerrar, é que eu estou de saco cheio de ser ignorado. E com ação idiota, inevitavelmente uma reação se avoluma como uma tempestade tenebrosa, repleta de raios e relâmpagos num céu naturalmente escuro.

P.s.: to de saco cheio demais pra revisar os erros desse post, então vai do jeito que está. Sinta-se livre para procurar algo melhor no Google.

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